terça-feira, outubro 14, 2008

Nós no Seixal apreciamos ser diferentes

Nós no Seixal apreciamos ser diferentes, e na grande maioria dos casos para pior, mas veja-se o que se fez em Lisboa para combater a praga dos graffitis, talvez sirva de exemplo a pessoas com responsabilidades públicas que estejam menos informadas sobre o que é realmente "arte".

Não costumo falar sobre os grandes temas nacionais a não ser ocasionalmente, mas os meus botões intrigaram-me há pouco quando estava a ler noticias sobre a actual crise financeira e tive o seguinte raciocínio: o Governo vêm oferecer uma garantia aos bancos nacionais de 20 mil milhões de euros. Não será que esta garantia encapotadamente vai ser usada para financiar as grandes obras públicas que se avizinham (TGV, auto estradas, Aeroportos), ou seja, eu vou paga-las as vezes que o governo quiser, vou paga-las como contribuinte quando o governo pagar esta obra com os meus impostos, vou paga-las como utilizador quando ocasionalmente utilizar os seus serviços e vou paga-las outra vez como contribuinte quando o governo emitir divida publica para esta garantia dos 20 mil milhões de euros aos bancos, isto sem falar na derrapagem orçamental, nos custos de financiamento, nos custos não orçamentados, nos juros e no adiamento da primeira prestação para data a definir? Eu acho que os meus impostos mereciam mais respeito, porque ainda não me conseguiram provar que o País Real necessita de todos estes investimentos megalomanos.

4 comentários:

Anónimo disse...

Diferentes para pior

Filipe de Arede Nunes disse...

Os pensadores sempre foram postos em causa por aqueles que preferem a manutenção do status quo.

Certamente na JSD Seixal seremos, por vezes, diferentes para pior, mas a capacidade de sermos diferentes ninguém nos tira. Afinal, quem quer ser igual aos comunistas?

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

Dr. Filipe
Sou o primeiro anónimo e quando afirmei "diferentes para pior " referia-me à CMS em relação ao que fez a CM de Lisboa.

Anónimo disse...

O Filipe Nunes as vezes faz-me lembrar o Valentim Loureiro no Contra Informação:

Quantos são?? Quantos são??

Eu não tenho medo de ninguem!!!

Não se precipite nas respostas Caro Filipe Nunes.