quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Desemprego no Seixal.


É com desagrado que damos conta dos dados sobre o desemprego no concelho do Seixal: 7633 desempregados é significativo. É uma realidade que nos toca a todos e que não pode ser esquecida pela Câmara Municipal e todas as forças vivas do concelho. Relembramos, por isso, alguns dados que ilustram bem o que se passa a nível empresarial no Seixal.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Na defesa do interesse de todos.

Não podíamos deixar passar em claro a excelente iniciativa que o Pelouro da Protecção Civil da Câmara Municipal do Seixal está a levar a cabo. A realização de um estudo feito por entidades respeitadas e prestigiadas sobre a avaliação da vulnerabilidade e risco sísmico dos edifícios dos centros urbanos antigos do concelho era uma necessidade real do concelho, ainda que passe despercebida aos olhos de muitos. Está de parabéns, portanto, o Vereador Paulo Edson Cunha, bem como todos aqueles que têm trabalhado no sentido de realizar este estudo.

Haja asseio.


Acho lindamente que a Câmara Municipal trate bem o seu pessoal. E o papel higiénico é fundamental ao asseio do ser humano numa sociedade moderna. Não se compreende é por que razão, nas informações prestadas pela Câmara à Assembleia Municipal, se gastem 3 páginas com detalhes sobre o uso de papel higiénico e se escondam pormenores relativos a ajustes directos celebrados e outras questões realmente importantes.

P.S.: Verdade seja dita que o Presidente da Câmara assumiu, perante a Assembleia Municipal, que o conjunto das informações prestadas a este órgão deliberativo por aquele tem de ser revisto. Assim o esperamos.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

domingo, fevereiro 14, 2010

"Querido Economista"

"Quando a minha filha completou seis anos, a minha mulher e eu decidimos começar a dar-lhe algum dinheiro para gastar.

Mas, a partir do momento em que tivesse dinheiro, iria certamente começar a comprar grandes quantidades de guloseimas. Assim, em vez de nos limitarmos a passar-lhe dinheiro para as mãos, começámos a verificar quanto dinheiro conseguia acumular, dinheiro esse que podia depois usar para comprar o que quisesse, conquanto não fosse comida e bebida.

Isto funcionou bem mas, quando celebrou oito anos foram muitos os nossos amigos e familiares generosos que lhe deram dinheiro. Ela pretende ficar agora com este dinheiro para ir comprando guloseimas, usando o dinheiro que lhe damos e que vou acumulando para comprar presentes para impressionar os seus benfeitores. Não queremos confiscar-lhe o dinheiro que recebeu no aniversário mas será que existe alguma forma de desencorajá-la?

William Nicolson

Pai sem margem de manobra

Querido pai sem margem de manobra

A sua filha descobriu que o dinheiro é fungível. Como se diz no sector da ajuda humanitária, achamos que o nosso dinheiro está a ser usado para financiar o projecto que preferimos quando, no fundo, está a financiar o projecto favorito do presidente. Assim, faz uma doação sob condição que o mesmo seja gasto na construção de mais um hospital, o receptor do mesmo constrói o hospital que sempre pensou construir, envia-lhe os recibos e aumenta os seus gastos em limusinas e metralhadoras AK-47. (Gastou o seu dinheiro todo no hospital ou em limusinas? A pergunta é insignificante, e isso é fungibilidade).

O seu plano só funcionou quando a sua filha não tinha acesso a fontes de financiamento externo.

Vejo aqui três opções possíveis. Ponha de parte a ideia de lhe confiscar o dinheiro. A segunda consiste em oferecer incentivos para que reduza o consumo de guloseimas aumentando ou reduzindo a semanada da sua filha. O problema é que o consumo de guloseimas pode ser difícil de controlar. A terceira consiste em aceitar a derrota e deixar que faça as suas próprias escolhas. As guloseimas têm custos e benefícios, e a sua filha parece ser melhor economista do que você."

in " http://economico.sapo.pt/noticias/querido-economista_81601.html "

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Telhados de Vidro

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Ainda a Polícia Municipal

Nos últimos tempos temos recebido e-mails de cidadãos invocando as suas preocupações relativas à crescente insegurança que se vive no concelho e reivindicando a criação da Polícia Municipal. O que só vem confirmar que a JSD estava certa quando lançou tal proposta, que o PSD estava certo quando apresentou a ideia a sufrágio eleitoral e que a CDU estava errada quando recusou tal ideia. A JSD Seixal conhece os problemas reais de insegurança que se vivem no Seixal e mantém bem vincada a sua proposta da criação da Polícia Municipal. Porque sabemos que poderá ter um papel importante na vida das pessoas, nomeadamente na libertação dos efectivos da PSP para o combate ao crime. É apenas lamentável que a CDU não compreenda essa necessidade e continue culpando o poder central de tudo quanto é negativo.

sábado, fevereiro 06, 2010

Assembleia de Secção

Amanhã, pelas 16 horas, irá realizar-se Plenário de Secção da JSD Seixal, na sede concelhia.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Tragam os liberais, privatizem Portugal, por NSG (j. Negócios)

O liberalismo não morreu após a crise financeira. Pelo contrário, ela veio comprovar que mais Estado é mais impostos. O PSD devia estar a discutir esse Plano A para o País, não o Plano B para a sucessão interna. É preciso resgatar os liberais das catacumbas. Quem se atreve? Os liberais foram excomungados pelos políticos. Atribuiu-se-lhes a culpa da crise financeira, o que não é rigoroso, e prometeu-se que a deriva dos mercados jamais voltaria a respirar. Mas nem todos os que defendem a economia livre e em concorrência, a iniciativa privada e o Estado regulador estavam errados. Aliás: errados estavam os que previram a morte dos mercados. Ei-los pujantes, lucrativos e decisores de futuros como o de Portugal. A crise medrou na desregulamentação de um ultraliberalismo irresponsável numa geografia específica, a "Anglo-saxónia". Análises erradas concluíram que o ultraliberalismo era o corolário do liberalismo, quando chegou a ser a sua negação: um Estado liberal precisa de regras, de leis, de regulação, de proibições, de cadeias, de punições, de antíteses. Uma coisa, a crise testou: a consistência ideológica de muitos. Derreteu-se como cera ao sol. Um dia voltarão a sê-lo. Quando for chique. Outros apenas hibernaram, deixando passar o Inverno: durante muito tempo, de nada valia questionar as ajudas às empresas mediáticas e empregadoras, que só adiaram falências e desempregos. Sem procura, não há oferta. A alma de um Estado não é um estado de alma. A mesma crise que recolocou o Estado no centro da sociedade, pagando as contas do desvario, mostra como ele é caro de mais. Está na hora de os liberais saírem da toca. Em Portugal, já concluímos que o Estado é caro, insustentável e ineficiente. Não podemos pagar tantos salários, pensões, riscos a privados, filigranas partidárias, subsídios, incentivos, apoios, enlatados sob o chapéu-de-chuva da protecção estatal. Não é uma ideologia, é viabilidade. O País está ao contrário. As empresas entregam dependências ao Estado. E já está a acontecer uma privatização da saúde, do ensino, da segurança, até da justiça que negamos mas que, por ser um escape, e não uma estratégia, privilegia as classes mais altas, discriminando a sociedade pelo dinheiro. Isso não é Estado a mais, é Estado para menos. As escolas privadas, os hospitais, as empresas de segurança, as arbitragens extrajudiciais reproduzem-se, têm listas de espera. São estradas paralelas às escolas sem autoridade, aos hospitais sem disponibilidade, às polícias sem os polícias, aos tribunais sem calendário. A privatização está a acontecer pelas forças do mercado, não por opção do Estado. As suas funções estão a ser redefinidas por imposição, deixando sob o chapéu-de-chuva minguante os que não têm dinheiro e dando incentivos contrários a quem quer, por mérito e correndo riscos, sair de debaixo dele. Os políticos perdem. Já se diz que isto, com Democracia, não vai lá, como alvitrou sinistramente Jorge Coelho há dias. Como avisou Silva Lopes. Como não se atreveu a enunciar Vítor Bento. É por isso que o futuro do PSD é importante. Não para que seja uma alternativa de Governo, isso já é. Mas para que seja uma alternativa política, o que desistiu de ser. A única referência de centro-esquerda hoje é José Sócrates. E de centro-direita também. O que é mau para o País e para ele próprio. Clama-se por acordo político alargado. Antes é preciso que a política alargue. Sim, precisamos de estadistas. Mas também precisamos de políticos. Incluindo os que ousam propor outra via. A do mérito, dos privados, da liberdade económica, do contrário que temos praticado e defendido. Pedimos um Estado lindo, mas ficámos num lindo estado. Repito: quem se atreve?

terça-feira, fevereiro 02, 2010

100 dias Sem Governo

Neste dia, apresentamos o documento com as 100 Reclamações da Juventude Portuguesa:

1. Educação - menor qualidade no Ensino - decréscimo na exigência;
2. Ensino Superior - rede desadequada;
3. Falta de financiamento adequado o que conduz ao estrangulamento financeiro de Universidades e Politécnicos;
4. Menor autonomia das Instituições;
5. Menor participação dos Estudantes na gestão das Instituições;
6. Implementação desadequada/desajustada do processo de Bolonha;
7. Acção Social Escolar insuficiente perante o fenómeno de crise económica;
8. Abandono escolar significativo;
9. Com vista a reduzirmos os elevados índices de insucesso escolar, recorremos à cosmética de exames demasiado fáceis e com a consequente inflação das notas de acesso ao ensino superior, numa clara falsa noção de conhecimento que damos aos nossos alunos.
10. Carência de uma disciplina/módulo de formação e incentivo à Participação dos Jovens na Politica;
11. Na Educação houve uma transferência de obrigações mas não das necessárias competências para as Câmaras Municipais;
12. Aguardamos aplicação prática do novo quadro de cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018);
13. Fomento do Recrutamento de Estudantes para postos de trabalho «part time» nas Universidades;
14. Carência de infra-estruturas desportivas na rede escolar e Universitária do País:
15. Não há fomento à prática de Desporto Escolar para a alta competição;
16. Os alunos bolseiros focalizados na investigação continuam a ser descriminados, a investigação deve ser um desígnio nacional;
17. Falta de fomento ao Empreendedorismo Social Juvenil (Voluntariado de combate à crise);
18. Aumento do desemprego entre jovens, e em particular o dos jovens licenciados (mais de 20%);
19. Ausência de estratégia séria e coerente de empregabilidade do nosso governo;
20. Nova vaga de Emigração, fuga de jovens para o estrangeiro o que já não acontecia desde os anos 70;
21. Saúde - encerramento de unidades de saúde de proximidade provoca um êxodo de jovens para Lisboa e Porto;
22. Lutar contra a obesidade desde a infância - os hábitos alimentares criados durante a infância persistem frequentemente na idade adulta;
23. Carência de políticas que visem a criação de uma rotina de diagnóstico na população, que além de constituir uma acção preventiva à transmissão do VIH, permitam também tratar mais cedo, levando assim a uma maior qualidade e esperança de vida nas pessoas VIH positivas.
24. Centralismo do Governo, maior desde o antes do 25 de Abril;
25. Habitação - Porta 65 tornou o acesso ao Arrendamento Jovem mais difícil;
26. Os milhares de quilómetros de auto-estrada prometidos (investimentos desajustados) que vão ser pagos pelas gerações futuras;
27. O Ministro Vieira da Silva exclamou que este Governo merecia um prémio Nobel por combater o deficit sem aumentar impostos. E que prémio merecia o governo anterior por colocar Portugal neste estado?
28. Este governo não sabe o que significa o Desenvolvimento Regional, nomeadamente com uma especial focalização para o interior do país;
29. Nenhum outro governo conseguiu criar uma tão grande desmotivação nos jovens Portugueses;
30. José Sócrates ganhou as eleições ao defender os investimentos públicos, independentemente do deficit público. Qual será a desculpa que dará quando, obrigado pelas agências de rating internacionais, começar a adiar esses investimentos?;
31. Este governo continua a fazer da publicidade e da demagogia as únicas formas de governação;
32. Ao anunciar um défice de 9.3% em 2009 o governo revela ou uma grande irresponsabilidade por estar a exagerar os dados ou uma grande incompetência por ter deixado o país neste estado;
33. O maior aliado do governo continua a chamar-se "Crise"! Serve de desculpa para toda e qualquer argumentação;
34. Índice de envelhecimento no Interior de Portugal está na correspondência de 100 jovens para 400 idosos!;
35. Politica de segurança social condenada a médio prazo, a uma falência e rotura do sistema;
36. Uma agenda social eficaz terá de privilegiar o crescimento e o emprego, tal como fizeram os países que apresentam os melhores resultados;
37. O aumento da adaptabilidade dos trabalhadores é aspecto decisivo. O desenvolvimento dos recursos humanos não é só essencial para construir uma sociedade baseada no conhecimento, mas também um elemento chave para a integração e melhoria da qualidade de vida;
38. Dever-se-á desincentivar as políticas que subvencionam de uma forma explícita ou implícita a inactividade. No que respeita às despesas públicas, as escolhas deverão sistematicamente promover o emprego como instrumento de coesão social.
39. No que se refere às pensões, tanto os governos como os cidadãos devem repensar as suas atitudes relativamente à reforma. Já vimos que a esperança de vida na União Europeia aumentou sensivelmente, enquanto que a idade efectiva de reforma baixou.
40. Há que investir mais em capital humano e formação profissional permanente. A velocidade da evolução tecnológica torna a actualização das competências de todos os cidadãos essencial para a sua inclusão na sociedade do conhecimento.
41. Ausência de uma politica global e integrada de fomento à Natalidade;
42. Ausência de politicas de apoio sério e responsável aos agregados familiares;
43. Falta de rigor nos gastos Públicos – favorecimento dos grandes grupos económicos em detrimento de investimentos de proximidade;
44. No novo concurso público de aquisição de computadores Magalhães pelo Governo, prevê o fornecimento de 250 mil portáteis para alunos e professores do Continente excluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
45. Indiferença por níveis históricos do fenómeno da pobreza jovem;
46. Ausência de uma politica que acelere a emancipação dos jovens portugueses;
47. A justiça que está ‘DOENTE’ no nosso País;
48. Deveremos combater a ideia quase unânime da população de que não vale a pena recorrer aos Tribunais, na defesa dos seus direitos, pela generalizada frustração sentida por quase todos os que já tiveram essa experiência;
49. Continua a extraordinária morosidade, absolutamente intolerável de todos os processos de jurisdição;
50. Perdura a suspeita de politização das magistraturas; a violação constante do segredo de justiça;
51. Desprezo absoluto pelos jovens agricultores portugueses;
52. Ausência de política de prevenção para combater fenómenos de ‘guetização’ assistidos pela primeira vez em Portugal no passado recente;
53. Não estamos a apostar estrategicamente nas empresas exportadoras;
54. Demoras significativas do pagamento do Estado às empresas;
55. A CP não oferece um pacote de serviços para escoamento e exportação de produtos das PMEs;
56. Falta de apoio às PMEs, motor da nossa economia;
57. Carência de uma política agregada de angariação de investimento estrangeiro para Portugal;
58. Desperdício incompreensível dos fundos estruturais vindos na União Europeia – QREN;
59. Escassez de uma política marítima que potencie o nosso património marítimo;
60. Indiferença do Governo perante fenómenos de aumento de violência e insegurança;
61. Administração pública despesista e desajustada da realidade o País;
62. Transferência de competências não acompanhadas de recursos financeiros, para as autarquias locais;
63. Não promoção (propositada) do debate sobre a Descentralização do Estado;
64. Orçamento mínimo para a cultura – falta de políticas (designadamente fiscais) de incentivo à promoção cultural;
65. Continuamos com os níveis de leitura dos mais baixos dos países ocidentais;
66. Portugueses, e em particular os jovens, são dos que menos lêem jornais e consomem informação;
67. Os apoios do Estado à actividade cultural são discricionários; tem que ser democratizada a produção cultural, respeitando e incentivando a diversidade;
68. Os cidadãos e empresas portuguesas apoiam pouco a produção cultural em Portugal, há que incentivar o apoio dos privados à produção cultural (ex. mecenato);
69. Em termos do Turismo abandono da marca ‘Allgarve’ após a saída do Ministro Pinho, sem uma politica de apoio à projecção das principais regiões turísticas do País;
70. Insuficiência na promoção da marca Portugal – seja nos diferentes nichos de turismo – seja no seu todo; a reestruturação das entidades de turismo revela-se totalmente ineficaz.
71. Continuam a existir demasiados portugueses sem acesso a saneamento, e ainda mais a saneamento com tratamento! É um problema ambiental mas também de saúde pública;
72. O sistema de tarifas da água é pesa sobretudo sobre as populações do interior; é preciso um sistema que também aqui aposte na coesão nacional e solidariedade entre regiões;
73. Portugal tem um nível alarmante de desperdício de água - estima-se ser entre 40% e 60%; as médias dos países desenvolvidos e responsáveis são de cerca 15% a 20%;
74. O sistema de tratamento de resíduos anda à solta e sem fiscalização; não sabemos se cada tipo de resíduos tem a gestão e tratamento devido - aliás a informação e queixas públicas é exactamente que isso não sucede;
75. Os portugueses continuam a ter que suportar e viver ao lado de perigosos passivos ambientais que o Estado nada tem feito para recuperar (ex. sucatas, minas, pedreiras, depósitos de materiais,...);
76. Os resíduos devem 1º ser reduzidos, 2º reaproveitados, e 3º reutilizados, e só se nada funcionar poderão ser depositados em aterros; nos vários tipos de resíduos continuamos a aterrar (tantas vezes sem segurança), sem fazer nenhuma daquelas tarefas prioritárias; temos que melhor ao nível das embalagens, plásticos, pilhas, óleos, resíduos industriais perigosos e banais, etc...
77. Portugal não está a cumprir o seu papel na redução das emissões de gases com efeito estufa e no combate às alterações climáticas; está anunciado que Portugal não vai cumprir Quioto!
78. Se o Governo tivesse feito bem o seu trabalho Portugal poderia ter cumprido as suas obrigações do Protocolo de Quioto: quase nada foi feito ao nível da eficiência energética (em particular nos edifícios e transportes) e ao nível das energias renováveis pouco mais se fez do que apostar na energia eólica;
79. O Programa Nacional para a Eficiência Energética tem uma taxa de execução muito baixa (cerca de 6%). Para um Governo que se afirma "verde" é vergonhosa a falta de acção e resultados na promoção da eficiência energética que pode permitir poupança no consumo de energia de cerca de 20%;
80. O Estado dá um mau exemplo na eficiência energética; os edifícios públicos e a frota de transportes das entidades públicas podiam e deviam ser exemplos na redução do desperdício de energia eléctrica, mas o Governo não consegue nem sequer fazer as coisas bem dentro de casa;
81. Portugal não é o país das energias renováveis, apenas das ventoinhas; para além da eólica, estamos a desaproveitar o nosso enorme potencial de produção de energia limpa renovável - nas ondas, solar, biomassa, geotérmico, e biocombustíveis, temos quase todo o trabalho por fazer...
82. A produção de energia por biomassa não arranca e os concursos lançados não deram em nada; o Estado tem de apoiar porque para além dos benefícios energéticos este tipo de energia permite a criação de empregos, ordenamento e melhoramento florestal de Portugal e o aproveitamento de resíduos;
83. Os projectos de energia de ondas não saíram do papel; Portugal tem aqui um potencial extraordinário - com a maior zona económica exclusiva da Europa - que está a desperdiçar;
84. O Governo continua a querer centralizar a produção de energia e por isso vedar a iniciativa dos cidadãos, empresas e autarquias na produção de energia descentralizada que para além de permitir o reforço das energias renováveis, reduz os níveis de congestionamento com o transporte;
85. O litoral português continua abandonado; O Governo promete uma e outra vez planeamento e intervenções de conservação, mas nada é feito; é particularmente urgente a adopção de medidas de adaptação para fazer frente aos efeitos das alterações climáticas que já tantos problemas têm causado em partes do litoral português;
86. Portugal tem a maior plataforma continental da Europa, mas Portugal não tem nem estratégia nem acção que nos permita aproveitar, conservar e potenciar este recurso essencial;
87. A mobilidade nas cidades é demasiado difícil, moroso, poluente e carro-dependente;
88. Os centros históricos das cidades e vilas estão cada vez mais desertas e abandonados; há que promover o seu povoamento, principalmente por jovens, o desenvolvimento de iniciativas de comércio não apenas tradicional, fomentar a actividade cultural e turística, assegurando sempre níveis adequados de segurança e acesso às redes de transporte;
89. Cada município ou cidade tem estado a pensar por si; mas as políticas para as cidades têm de ser integradas ao nível metropolitano;
90. As cidades portuguesas têm demasiados prédios e casas desocupadas e em degradação, ao mesmo tempo que continuam a construir novas habitações em zonas do território disponíveis;
91. O desafio da reabilitação urbana ainda está perdido; a verdadeira e real reabilitação dos tantos imóveis desocupados e em degradação ajudam ao ordenamento das cidades, ao povoamento dos centros históricos, e a resolver os problemas de mobilidade, de desperdício em construção, e da acessibilidade a habitação condigna para todos;
92. Faltam espaços verdes e zonas públicas abertas de socialização; temos que parar os incentivos (incluindo pelo sistema de financiamento das autarquias) à construção; precisamos de estabilizar e recriar espaços não-construídos que "esverdeiem" as cidades e criem espaços de convívio e vida social no exterior;
93. Portugal é um país de demasiada utilização de automóveis; os níveis de utilização de transportes públicos colectivos continua muito baixo;
94. As empresas públicas de transportes contribuem muito para o défice do Estado, mas continua sem a qualidade, eficiência, cobertura e frequência que a torne verdadeira alternativa generalizada ao transporte particular;
95. Nas maiores cidades e áreas metropolitanas os portugueses continuam a passar demasiado tempo "morto" ao volante; há que reduzir o tempo diário nos transportes, e torná-lo tempo útil - ex.: incentivar a leitura e pequenas manifestações artísticas nos transportes públicos colectivos;
96. Os portugueses continuam com poucos incentivos para uma mobilidade mais ecológica; A aposta na mobilidade ecológica tem que passar por um programa de mobilidade eléctrica massivo, mas também pelo uso de transportes públicos, veículos híbridos, incorporação de biocombustíveis, incentivo à partilha de automóveis (car-pooling), sistemas de utilização e partilha de bicicletas (public bike-pooling);
97. Governo está obcecado com o TGV mas esquece de apostar no transporte ferroviário normal! Esse sim serviria todos os portugueses e é bem mais ecológico;
98. Portugal continua sem verdadeiras políticas de transportes integrados para as áreas metropolitanas. Nestas áreas a mobilidade integrada e as soluções de ligações coordenadas são a realidade e os esforços a nível municipal por si não resolvem os problemas;
99. A aposta em "frotas verdes" está por fazer;
100. Ausência de rigor e transparência sobre a verdadeira situação do Estado Português - não pode ter mudado assim tanto de Setembro 09 (período de campanha de eleições legislativas) para o presente momento;

Chega, Sr Eng José Sócrates?