sexta-feira, maio 02, 2008

Espero para ver...

Soube-se hoje,pelo meios de comunicação, que o PSD apresentou uma proposta que ainda irá ser discutida na comissão que tutela a pasta do comércio local, sobre se as grandes superficies, poderão ou não, abrir durante todos os dias da semana, incluindo Domingos e Feriados.
Neste projecto de lei, que me parece muito equilibrado e coerente, as motivações do mesmo são Desregulamentar, liberalizar e descentralizar, na medida em que atribui as autarquias medidas que eram da compêtencia exclusiva do poder central, tendo agora as autarquias poder de decisão sobre o futuro horário a adoptar pelas superficies comerciais, visto que são as autarquias que conhecem melhor a realidade local e poderão em primeira instância compreender melhor, as mais valias e menos valias, da manutenção dos horários como estão, ou entao a sua extensão e a consequente abertura aos Domingos e Feriados.A questão que se levanta no Seixal, é simples, sendo do senso comum, que o executivo camarário, tem uma especial atracção por grandes superficies em detrimento do comercio local, que não protege nem procura estimular.
E havendo pelo menos 2 grandes superficies comerciais no nosso Concelho como é o caso do Rio Sul, na Torre da Marinha e do E. LECLERCK na Amora, e um Carrefour que não avançou devido a um embargo da obra que continha algumas irregularidades e que a CM Seixal não respeitou, e contando com os imensos Lidl e Pingo Doce que proliferam no Concelho, com a proximidade geógrafica que temos do Concelho de Almada, onde impera a mesmissima lógica com o Almada Fórum e uma futura ponte que irá fazer a ligação ao Concelho do Barreiro onde tambem existe outro Hipermercado do Feira Nova, e estando o pequeno comércio local rodeado de uma concorrência feroz, eu pergunto:
Qual será a atitude deste executivo?

27 comentários:

Filipe de Arede Nunes disse...

Os hipermercados estão fechados, actualmente, aos domingos e feriados, mas as restantes lojas estão abertas.
Como consumidor, confesso que gostaria muito mais que os hipermercados estivessem também abertos nestes dias.
Compreendo a preocupação do comercio tradicional, mas o problema não reside no facto de os hipermercados estarem abertos nestes dias, mas sim na quantidade brutal de oferta que existe...
Infelizmente, como em tudo na vida, só os mais aptos e fortes podem triunfar. As grandes superficies praticam preços que o comércio mais pequeno não consegue. Que fazer? Impedir que o consumidor consiga obter melhores preços?
Seja como for, existem ainda algumas outras grandes - embora mais pequenas que as gigantes - superficies que estão abertas aos domingos e feriados. Para estes, parece que a regra não se aplica.
Acho o projecto do PSD, genericamente, bom.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

Vamos acabar com o pequeno comércio! De que é que serve termos lojas na rua? De nada!
Só devia existir grandes superficies comerciais, desse modo quando acaba-se o pequeno comércio os centros comerciais, não havendo concorrencia podem aumentar os seus preços de maneira colossal, fazendo dessa maneira com que as pessoas possam passear lá dentro mas não consigam comprar nada.
Acabe-se com o pequeno comercio onde o atendimento é pessoal, e as dúvidas em relação a certos produtos são respondidas. O que é que há nos grandes? Respostas como: NÃO SEI. QUALQUER UM SERVE. SE CANHAR É BOM. ETC...
Cumprimentos,
-M-

Daniel Geraldes disse...

Caro Filipe, concordo contigo na forma, mas discordo do conteúdo :)

Como tu, sou um grande apologista dos mercados liberalizados, acho que a concorrência não pode ser só uma necessidade mas tem de ser tambem um facto, ou seja, não apenas palavras mas tambem acção, mas acho que o estado deve ser um agente fiscalizador e tem de ser a mão invisivel que Adam Smith fala.
E como é de facil constatação e de certeza que concordas é impossivel o pequeno comerciante competir individualmente com qualquer grande superficie, a capacidade de negociação é completamente diferente. E mais a Portaria tal como está acho que é a melhor maneira de tentar-mos proteger o pequeno comercio.
Claro que podemos discutir a não evolução do pequeno comercio, ou seja, não se dotaram de outros meios para tentar combater este fenómeno das grandes superficies, podemos tambem discutir a ignorancia que é fazer um superficie comercial de grande dimensão dentro de uma cidade deturpando muitas vezes a propria arquitectura do local.

Caro -M-
é claro que a intenção não é acabar com o pequeno comercio, é revitaliza-lo, e para se revitalizar o pequeno comercio precisa de mudar a sua atitude, eu acho que algumas soluções podiam ser agrupar-se como organização e lançar uma revista a auto promover-se, demonstrar a proximidade q consegue ter com o cliente, demonstrar que no pequeno comercio só se compra o que realmente se precisa e não se embarca na estrategia de marketigh que nos faz gastar mais coisas do que aquelas que precisamos, e acima de tudo a ideia que quando se compra no pequeno comercio está-se a ajudar o país a desenvolver as suas pequenas e médias empresas e a criar-se mais postos de trabalho,
cumprimentos

claudia disse...

Esperamos para ver...

Anónimo disse...

O PSD não tinha nada mais com que se queimar?? Não havia nada mais do que obedecer aos grandes grupos económicos? Livre concorrência? Nem sequer para os produtores que deixam de ter poder de negociação diante das grandes superfícies.
Só para vos dar um exemplo, muitas vezes a falência de um produtor agrícola fica nas mãos das grandes superfícies, que escolhem quanto pagam, quando pagam e como pagam.
Por acaso os agricultores é em larga maioria eleitorado do PSD, bem como o pequeno comércio, e esta legislação abrindo caminho a estranhas e perigosas ligações entre o poder local e grandes grupos económicos. O PSD simplesmente arranjou sarna para se coçar.
E para os meninos da JSD, se calhar abriram caminho a que a alternativa à EN10, seja concluída. Mais uma obra camrária com dinheiro da SONAE. O que é ótimo para todos.

Filipe de Arede Nunes disse...

Em resposta ao último anónimo:
a última vez que dei conta, pendia sobre os terrenos onde seria implantada mais uma grande superficie, um embargo de construção de 25 anos, devido aos sobreiros que foram indevidamente cortados!
Relativamente ao resto é preciso dizer o seguinte: as economias de escala têm destas coisas. Os grandes produtores e os grandes consumidores conseguem sempre obter melhores preços. Que fazer? Naturalmente que os defensores dos planos quinquenais gostariam é que a produção fosse dominada absolutamente pelo estado.
A meu ver, o pequeno comércio não tem condições para competir com o grande para a generalidade do público, mas tem condições para ombrear em nichos de mercado.
A proposta do PSD é realista. Alguém me sabe dizer qual será o prejuizo para o pequeno comércio resultante directamente desta medida?
Eu sei é que o publico em geral está maioritáriamente de acordo. Afinal, a única coisa de que estamos aqui a falar é de hipermercados, porque os centros comerciais estão abertos toda a semana.
Além do mais, assistimos hoje a uma violação do principio da igualdade, uma vez que superficies mais pequenas - por exemplo o Lidl; Mini Preço; etc. - estão abertos aos domingos e feriados, apenas e só porque pelas suas áreas não são considerados grandes superficies. Mas serão comparáveis às mercearias de bairro?
Temos de nos deixar de hipocrisias. Acredido que o mercado funciona e escolhe os mais aptos. É preciso deixar o mercado funcionar e o Estado deverá manter-se apenas com uma função reguladora e impedir que sejam cometidos abusos.
Finalmente, gostaria de saber quantos daqueles que falam como Frei Tomás, praticam o que dizem, porque eu pecador me confesso. Sou consumidor e procuro sempre o produto com a melhor relação qualidade/preço.
Deixemo-nos de tretas e falemos da realidade.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

Deves ser portanto Dr.Filipe um daqueles que utiliza as lojas dos chinezes. Aparte a Qualidade, tá claro.

Anónimo disse...

vamos ver como é que os pseudo comunas aqui do seixal vão reagir a isto. provavelmente vao deixar o sr belmiro abrir onde -lhe quando lhe apetecer, desde que façam uma estrada ou um passeio ribeirinho

Anónimo disse...

vamos ver como é que os pseudo comunas aqui do seixal vão reagir a isto. provavelmente vao deixar o sr belmiro abrir onde -lhe quando lhe apetecer, desde que façam uma estrada ou um passeio ribeirinho

Anónimo disse...

Eu acho incrível achar que a alternativa à EN 10 não estar concluída em virtude do embargo de 25 anos... acha que é mesmo essa a razão??
Então se vocês acham tb não me apetece gastar o meu latim, especialmente para alguém que vejo que as pessoas se reduzem a úmero e a maior ou menor poder económico. E já agora sabe o pq das lojas dos chineses terem quase isenção de horário??? Já que é tão bem informado. Desafio-os a responder públicamente a esta última questão.

João Afonso disse...

Drº Filipe, quase "mestre", em direito... Mais um disparate que o senhor escreve! Já são tantos... Então os hipermercados estão fechados aos domingos e feriados... Fique sabendo que estão abertos das 9,00 às 13,00. Um conselho de amigo antes de escrever tanto disparate estude um pouco...

Filipe de Arede Nunes disse...

Os comentários anónimos merecem sempre o destaquem que merecem!
Aqui na JSD Seixal como não fazemos comentários anónimos responsabilizamo-nos pelo que dizemos.
A verdade, é que existe, em princípio - nunca sei o que vai acontecer - não será construído nenhum espaço comercial nos terrenos da Quinta da Princesa. Existe um impedimento por 25 anos devido ao corte ilegal de sobreiros.
Naturalmente que os irresponsáveis que não dão a cara a assinar o que escrevem, podem dizer o que quiserem.
Loja dos chineses com isenções de horário. Desconheço de que se fala! Sei que existe legislação sobre horários de estabelecimentos comerciais e que as Câmaras Municipais podem restringir esses horários. Não sou incendiário, nem contribuo para a causa destes!
Quanto ao camarada Afonso - tem andado escondido, não me diga que o Comité Central lhe puchou as orelhas por só enterrar o partido? - que se há de dizer?
A irresponsabilidade das afirmações que profere - tem sido bem desmascarado por aí - retiram-lhe toda a credibilidade. Ainda recentemente, tentanto justificar os € 4.400,00 de Aranha Figueiredo tentou levantar suspeitas sobre o PS! Chegou a responder a isso? Ou nem sabe o que dizer?
Não se preocupe, que a JSD Seixal não descansará e continuará aqui a denunciar o a gestão PCP!
Olhe, e sobre a estrada do Talaminho? Não diz nada? Depois do Dr. Paulo Silva dizer que aquela era uma das melhores estradas do concelho, não é que lá foram fazer obras?! Há coisas do diabo homem!
E já agora oh homem! Esqueça lá isso dos meus titulos académicos. A inveja é um sentimento muito feio...
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

João Afonso disse...

Drº Filipe, diga lá afinal os hipermercados estão abertos ou fechados aos domingos? Não fuja às questões!
Quanto ao que o meu camarada paulo Silva disse, V. Excª está errado... Deverá ir ao otorrino para ouvir melhor...

Filipe de Arede Nunes disse...

Camarada Afonso!
Enganado está V/Exa.
É que não sou eu estive lá - na Assembleia Municipa - como tenho as actas que o demonstram! Mas sobre isso ainda voltaremos a falar em breve!
Acha que andamos a brincar à política?
Quanto à resposta que procura, leia o que eu escrevi, isto se estiver interessado!
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Daniel Geraldes disse...

Camarada João Afonso, tambem estou curioso, esteve na inauguração da rotunda das Paivas? O que é que acha daquela fantastica obra que de arquitectura que demorou 3 meses a ser inaugurada!!!!

Anónimo disse...

Protocolos assinados entre o Estado Português o Estado Chinês, no sentido de possibilitar certos grupos económicos portugueses penetrarem no mercado chinês e em troca medidas protecionistas para mercadorias e empresas chinesas em Portugal...
mais uma vez o pequeno comércio afectado por decisões que visam privilegiar os grandes grupos...
Quanto ai facto de não ser incendiário isso não sei, mas contento-me com a sua palavra, aliás não sei o porquê de se querer intitular como tal, eu pelo menso não acho que seja incendiário, pelo contrário acho-o (pelo que escreve) um homem do sistema, apesar da sua idade, que poderia revelar alguns ideais mais nobres.
Com os melhores cumprimentos
Atentamente
(E sem mencionar qualquer grau académico, pois no meu tempo doutores eram os advogados e os médicos)
O anónimo

Filipe de Arede Nunes disse...

Caro anónimo.
Pois... Eu sou advogado, mas o meu nome não inclui qualquer título académico.
Incendiário porque se refere à EN 10 sem consubstanciar as suas afirmações.
Quanto aos protocolos celebrados entre o Estado português e a China, desconheço honestamente de que fala.
Talvez nos possa indicar onde podemos consultar esse protocolo.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

MAS NINGUEM FALA DA QUINTA DA PRATA OU ISSO É TABU PARA O PSD?

AS NEGOCIATAS, A BETONIZAÇÃO E OS HIPERMERCADOS É SÓ OBRA DA CDU?

NÃO ATIREM PEDRAS AS TELHADOS DOS VIZINHOS PORQUE ELAS PODEM PARTIR AS VOSSAS TELHAS DE VIDRO.

um outro anónimo

Anónimo disse...

SE souber mandarim ainda as posso arranjar, caso contrário terá de as pedir ao Governo de Sócrates...


Quanto à quinta Prata, ve-se que esse anónimo quer desinformar as pessoas, nada, mesmo nada de estranho se passou na Quinta da Prata e respectiva urbanização... se calhar algo mt estranho se passou na Quinta do Outeiro, Quinta da Fidalga, etc. E nos planos de pormenor para a freguesia de Amora que estão agora em discussão, e aproveitando para perguntar ao PSD/JSD o que tem a dizer qt a esses planos.
Com os melhores cumprimentos
Atentamente
Não é o anterior anónimo é o original anónimo

Daniel Geraldes disse...

Peço aos anonimos que se registem, porque com tantos anonimos torna-se mais dificil,e ao registaram-se se quiserem podem registar-se com uma "alcunha".
Cumprimentos

Anónimo disse...

Daniel meu caro, cala-te!
"o pequeno comercio precisa de mudar a sua atitude, eu acho que algumas soluções podiam ser agrupar-se como organização e lançar uma revista a auto promover-se, demonstrar a proximidade q consegue ter com o cliente, demonstrar que no pequeno comercio só se compra o que realmente se precisa e não se embarca na estrategia de marketigh".
Houve se tu achas que o que acabas-te de dizer aqui em cima é verdade, então meu amigo estás deveras enganado.
Sabes, quando acabares o teu curso e fores trabalhar para uma média ou grande empresa, não saberás o que é ter dificuldades, dificuldades essas que não passam obrigatoriamente por dificuldades económicas, mas sim por exemplo por uma dificuldade em tentar convençer as pessoas que os teus produtos são melhores. Sabes porque têem o pequeno comerciante de fazer isso? Sabes? Eu digo-te, pois diariamente vê-se confrontado com a concorrência desleal por parte das grandes empresas. Pensas que é fáçil gerir uma pequena empresa? Não é meu caro, é preciso jeito e paciencia para enfrentar as dificuldades diarias que se fazem sentir.
Quanto à procura pelo melhor preço/qualidade, deixem-me que vos digam que as duas coisas não existem! Ou têem um bom preço e mal qualidade, ou têem um bom produto a um preço mais elevado.
As duas coisas juntas raramente há!
Cumprimentos,
-M-

Daniel Geraldes disse...

Bem Caro -M-,

não se convença que tem toda a razão porque não tem, é verdade que o pequeno comercio passa por muitas dificuldades neste momento, mas a especialização deste pequeno comercio e a personalização poderão ser uma resposta ao chamado comercio de massas, a organização da classe é um tambem um bom principio, em Espanha o pequeno comercio funciona muito por corparações organizadas de pessoas que trabalham para o bem comum.
Caso não saiba e não é obrigado a saber, nós temos em Bragança uma cooperativa de pequenos agricultores de leite que se juntaram e tornaram-se numa das maiores 10 produtoras de leite a nivel europeu.
O comercio tradicional tem de perceber exactamente quais as mais valias que as podem diferenciar do grande comercio e apostar com força nisso.
Por isso acho que grande parte do sucesso do comercio tradicional reside nesse facto.
Sendo mais idealista com tantos estudantes de gestão,economia e outras areas que temos nas nossas faculdades, era bom que os pequenos comerciantes fizessem parcerias com as próprias universidades para descobrir aonde erravam e aonde poderiam capitalizar melhor o seu négocio.
É que para se gerar mais valias é preciso investir,e ir buscar um aluno á faculdade numa parceria, acredite que era bastante frutuoso para qualquer das partes e o investimento era nulo e nalguns casos poderia ter um sucesso consideravel.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Caro Daniel,
Mas voçe vive onde? Num planeta imaginário? É que o que acabou de dizer é um perfeito disparate! Pode resultar na teoria, pode até ter resultado com alguns tipos de comércios, mas generalizar todo o pequeno e médio comércio, de modo a fazer aquilo que propõe é um absoluto dispara-te!
Conheço bem Espanha, até tenho lá família com negócios. Falar de Espanha e de Portugal é tão diferente como falar de peixe e de carne.
Uma diferença apenas para ver se passa a conhecer melhor o mercado Espanhol:
Em Espanha cada região têm o seu próprio governo local e em Portugal como creio que sabe, isso não existe, o que faz com que os Portugueses estejam sujeitos a uma lei do mercado completamente diferente da vizinha Espanha.
A única solução teórica que poderá resultar (talvez) na prática é investimentos por parte do Estado para a revilitização do médio e pequeno comércio. Esses investimentos deverão ser dados a todos aqueles que (mesmo sem o curso superior) provém uma dínamica de trabalho que será capaz de ser boa económicamente tanto para o pequeno e médio comerciante como para o investidor, neste caso o Estado.
Mas sabe meu caro porque é que tal ideia nunca resultará? Porque em Portugal, o Estado é um Grande Filho*da*P.
Se eu fizer um trabalho para o Estado, como por exemplo o caso de um amigo meu fez, em que o valor que o Estado lhe devia era de uns míseros 800 euros, o Estado para lhe pagar mandou-lhe (depois de ter recebido a encomenda, tá claro) uma notificação em que ele tinha de provar que não devia nada ao Estado. Depois de o meu amigo lá ter ido ás finanças (por duas vezes), o Estado demorou a pagar-lhe quatro meses.
Eis meu caro porque a teoria é tão bonita, mas na prática em Portugal funciona tanto como um peixe a respirar fora de água.
Desculpe a delonga.
Cumprimentos,
-M-

Daniel Geraldes disse...

Caro -M-,

claro que não é um perfeito disparate, uma das coisas que o pequeno comércio tradicional não tem por habito fazer é a publicidade, nós temos um Boletim Municipal no Seixal,que em vez de ser gasto dinheiro em parvoices como a inauguração de uma rotunda, ou um canteiro ou um chafariz, o boletim municipal podia ser um agente veiculador do pequeno comercio no Seixal.

A burocracia que me fala, concordo inteiramente consigo, mas fica fora do ambito daquilo que actualmente a JSD Seixal pode ter poder de intervenção. Apesar de concordar com todas as criticas que aponta ao sistema tributario.

Quando lhe falo em parcerias com Universidades, acho que há uma situação em que os jovens universitarios poderiam fazer a diferença, era na utilização de metodos de gestão e era no planeamento fiscal, se as pequenas empresas conseguisse um ganho de 1000 euros anuais com o planeamento fiscal era já era um ordenado de um mês e era uma forma de facilitarem processos de gestão.
Tambem poderiam servir de ponte entre os institutos com o IAPMEI, PME´S, ANJE, e outros institutos que servem precisamente para apoiar as pequenas empresas, como nomeadamente poder concorrer a subsidios, é que o senhor já viu um boletim de candidatura, estes muitas vezes são de uma complexidade tal, que eu acredito que muita gente tenhas enormes dificuldades em preencher o boletim.

Se conhece um Café Gourmet que existe no Almada Forum, posso dizer-lhe que consta que esse café foi feito com subsidios da União Europeia, e se a União Europeia subsidia um café para um centro comercial tambem subsidia o pequeno comerciante, mas é claro os projectos tem é de ser minimamente concretizaveis.

Falo-lhe tambem na criação de uma pequena feira local no Seixal, onde só estivesse presente o pequeno comercio,e a entrada gratuita e aonde se pudesse promover o próprio comercio local, é que num concelho que tem cerca de 170 mil habitantes como é o Seixal, o pequeno comércio tambem tem obrigação de tentar fazer melhor e organizar-se precisamente nesse sentido.

Em relação em Espanha, falo-lhe numa reportagem que vi no Verão passado num programa da RTP, “o regiões” , se não estou em erro é assim que chama, em que os pequenos comerciantes em Badajoz para combater as grandes superficies com o El Corte Inglês em epóca de Verão que faz muito calor, e como é evidente as pessoas refugiam-se nos centros comerciais devido ao ar condicionado.
Então os pequenos comerciantes de Badajoz,entenda-se lojas de rua, compraram genero de umas ventoinhas que lançam agua para refrescar as pessoas e estas assim como tinham leves brisas de agúa a refresca-las, já tinham mais uma razão valida para optarem pelo comercio de rua a plenas horas de calor.

Para terminar é obvio, que estas opções são sempre discutiveis, mas se o pequeno comercio se organizasse, poderiam sair das discussões, ideias que a todos beneficiassem.
Enquanto continuarem amorfos e á espera de qualquer coisa, irão continuar a agonizar e a médio longo prazo já se sabe o destino
Cumprimentos,

Anónimo disse...

"claro que não é um perfeito disparate, uma das coisas que o pequeno comércio tradicional não tem por habito fazer é a publicidade".
Meu caro Daniel,
Em Lisboa onde tenho a minha empresa, se não sabe digo-lhe, esse projecto de fazer publicidade já existe. Existem revistas de practicamente toda a zona de lisboa (bastante boas) que mostram toda a oferta de comercio nas zonas de freguesia em que as pessoas se encontram.
Resulta pouco infelizmente.
O que mais resulta ainda é a publicidade boca a boca.
"se o pequeno comercio se organizasse, poderiam sair das discussões, ideias que a todos beneficiassem.
Enquanto continuarem amorfos e á espera de qualquer coisa, irão continuar a agonizar e a médio longo prazo já se sabe o destino
".
O pequeno e médio comercio nunca irá acabar. O que poderá eventualmente acontecer é este desaparecer durante uns tempos e retornar mais tarde noutras formas, indo ser o grande problema é a diminuição de qualidade que se vai fazer sentir.
Caminhamos meu caro para um mundo cada vez mais pobre onde os valores e o trabalho não são recompensados devidamente, e onde as ideias abundam, mas sendo cada vez mais teóricas e menos adaptáveis à realidade.
Cumprimentos,
-M-

outsider disse...

Enquanto não militante do PSD, acho que este tema é obviamente um frete aos interesses económicos que orbitam à volta dos partidos de poleiro pós 25 de Abril (o vosso e o PS). No entanto e pondo de lado qualquer consideração económica e de desempenho dos diferentes "players" do mercado, referirei um que me parece completamente arredado desta discussão: o impacto humano de tal medida.

Não tenhamos ilusões, para os eficientes grupos que gerem estes espaços o aumento do tempo de abertura significará mais lucro à custa de mais trabalho, nunca mais emprego numa actividade das mais liberais em relação à prestação de trabalho em condições condignas.

De facto a proposta é única na Europa, pelo menos na Europa que perseguimos (leia-se Alemanha, França e Reino Unido), ou conhecerão porventura algum país que possua estas lojas abertas tanto tempo (e ao domingo)?

Os impactos humanos desta medida são enormes, e nem todos se medirão em ROI e outras benchmarks tão profusamente idolatradas. A sociedade Portuguesa e as suas tradições humanas e sociais não são somente o resultado da evolução da economia. Termino com uma pergunta simples: quantos de vós que acham a medida positiva (ou economicamente eficiente) possuem alguém próximo ou conhecido a trabalhar para os tão eficientes grupos de distribuição (muitos deles profusos contribuintes das campanhas politicas dos elegíveis) ?

Anónimo disse...

Como disse atrás, é tratar as pessoas como números e tão só.