sábado, maio 03, 2008

Congratulations Boris Johnson

Boris Jonhson

Este senhor é o Novo Mayor de Londres, a hegemonia do Partido Trabalhista Inglês esta prestes a acabar, e a reviravolta é precisamente esta eleição do Conservative Party para a Camâra de Londres. Dentro de pouco tempo saíra Gordon Brown e entrara a minha referência europeia do espectro centro direita David Cameron.

15 comentários:

Filipe de Arede Nunes disse...

Este tipo deve ser fantástico, para com este aspecto conseguir ganhar eleições!
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Daniel Geraldes disse...

No youtube esta o video de apresentação da sua candidatura e aconselho vivamente a ser visto!!!

http://www.youtube.com/watch?v=tHrngTplrNU&feature=user

Anónimo disse...

In: VISÃO - Ricardo Araújo Pereira, um dos Gato Fedorento
"Um primeiro-ministro que não é capaz de arranjar à namorada umprograma em horário nobre no canal um não merece governar este país"

Anónimo disse...

Caso Manuela Ferreira Leite vença as eleições para a liderança do PSD, o partido vira à esquerda. "Não somos liberais, somos de centro-esquerda", afirmou Amândio de Azevedo, ex-ministro do Trabalho no governo do bloco central liderado por Mário Soares, quarta-feira à noite na sede da distrital do Porto, onde a candidata se apresentou aos militantes. Manuela Ferreira Leite anuía com a cabeça enquanto o ex-secretário geral do partido, e seu apoiante, usava da palavra numa sala cheia de velhos e "notáveis" rostos: Albino Aroso, Valente de Oliveira, Paulo Mendo e a ex--sindicalista Manuela Teixeira, entre outros há muito fora da política.

Questionada pela militante 11 305 sobre quais as diferenças que a distinguem de José Sócrates, a candidata apoiada pelas chamadas elites não soube responder. "Para alem do óbvio"(o primeiro-ministro é homem, ela é mulher), a diferença é que "não vou enganar ninguém", disse, numa alusão às promessas eleitorais não cumpridas pelo dirigente socialista. Uma coisa é já certa. Com Ferreira Leite à frente do partido, não haverá coligações com o CDS, anunciou. in DN


Eu não voto nela...mas nunca

Daniel Geraldes disse...

O PSD tem por premissa a social democracia, ideologia que nunca mas nunca pode ser considerada uma ideologia á esquerda, o PSD na Europa no Parlamento Europeu não faz parte das familias socialista que por lá proliferam, mas do Partido Popular Europeu, um grupo claramente centro, centro direita.

E como disse Morais Sarmento no congresso de Barcelos, em resposta ao Marques Mendes, não nos podemos acantonar á esquerda.

Se reparar a Europa está toda a virar para o Centro, Centro Direita, a França com Sarkozy, a Alemanha com Angela Merkel, a Italia com Berlusconi, e a Inglaterra não há-de faltar muito para lá chegar o David Cameron do Partido Conservador. Estas eleições para a Camâra de Londres foram a primeira volta dessa mesma mudança.
Cumprimentos

Ana disse...

É impressionante como um Partido que se diz Social Democrata, isto é, de centro-esquerda - pelo menos em teoria - se congratule da vitória do mais à direia que existe em Londres.

O partido conservador é, através de Margaret Thatcher, responsável por mais de 4 milhões de desempregados nos anos 80, facto que nunca se repetiu nem pensa voltar a repetir-se na história daquele país.

Já não me espanta que o PSD, um partido que se declara social democrata, tenha políticas claramente de direita. Não me espanta que apoie um outro partido como ele ou o PS, o Partido Trabalhista, que se afirmava ainda mais à esquerda que uma qualquer social democracia e traiu os interesses dos seus votantes, tendo um política de direita clara, além de imperialista, militarista e atentatória do Estado Social.

O que me espanta é ver este rejubilamente descarado pela vitória da direita conservadora em Londres, a mais reaccionária daqueles lados.

Filipe de Arede Nunes disse...

Cara Ana,
Permita-me que discorde de si mais uma vez.
O PSD é um partido que tem na sua génese a social-democracia.
No entanto, aqueles que acreditam na imutabilidade dos pensamentos políticos não têm lugar dentro do PSD ou da política moderna.
Acreditar que um partido não possa evoluir ou não o deva fazer é de uma curteza de vistas a toda a prova.
Poderíamos aqui discutir se ainda faz sentido a separação entre direita e esquerda - eu pessoalmente acho que sim - mas talvez isso não seja necessário.
É obvio que o PSD, desde a sua fundação até ao presente sofreu uma evolução no que diz respeito à forma como é encarada a social-democracia.
O PSD nunca negou a premissa mais básica que existe em política, que é a garantia que todos tenham um melhor nível de vida.
No entanto, há várias teorias de como será que se consegue atingir melhor qualidade de vida.
Uns entendem que é o Estado que deve ordenar, organizar, controlar, produzir; outros, entendem que o Estado deve ter uma intervenção cada vez menor, optando gradualmente por se cingir à sua função de árbitro - pelo menos num amplo leque de temáticas.
Acredito que é este o principal objectivo da social-democracia moderna.
O PSD, desde já há alguns anos, tem ocupado o espectro político do centro-direita. Terá sido assim com o Professor Cavaco Silva e com os subsequentes responsáveis políticos do partido. No entanto, ser de ser de centro-direita - ou de direita como eu me considero - não é indicativo de estarmos na presença do diabo!
O que não falta, são exemplos de sociedades governadas por políticos de direita e centro-direita com elevados índices de qualidade de vida.
Ao contrário do que pode parecer, há de facto alguns que nunca se preocuparam em mudar ou evoluir em qualquer sentido. São estes os comunistas, que vêm e têm sempre como objectivo ultimo a ditadura do proletariado.
De facto, destes afastamo-nos decisivamente. Conservadores - ao contrário da divisão britânica - são aqueles que são avessos às mudanças e que desejam a manutenção do status quo.
Espero ter sido elucidativo.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Daniel Geraldes disse...

Cara Ana os anos 80 já foram á pelo menos 20 anos, encare a política moderna e leia as propostas do Partido Conservador inglês, depois se não se identificar com alguma coisa, podemos discutir, é que por essa ordem de ideias, o que não falta são partidos de esquerda que governaram mal os seus países durante essa mesma decada, e claro que fico feliz com a vitoria do Boris Johnson, identifico-me com o partido dele que de reaccionário não tem nada.
cumprimentos

Ana disse...

Ora viva

Bem, bem vistas as coisas posso resumir 6 parágrafos do teu texto na seguinte frase: o PSD abandonou os seus ideias sociais-democratas e dedicou-se à direita. Não pondo em causa a legitimidade que as pessoas têm de mudar de ideias, seja por uma questão puramente consciente seja para vender-se ao grande capital, o certo é que, por muito que isso custe, o PSD não é social-democrata de maneira nenhuma.

E porque digo isto? Como disse acima, não ponho em causa que se mude de ideias; ponho sim em causa que se faça uma política de direita sob o nome de um movimento - a social democracia - supostamente de esquerda. Cavaco não se limitou a praticar políticas que não são de forma nenhuma sociais-democratas e atentam aos mais básicos ideiais de Abril; não, Cavaco serviu-se para isso de um partido cujas bases ideológicas eram de social-democracia e transformou-o naquilo que ele e alguns iluminados quiseram: um partido da Direita. E é isso que eu ponho em causa e chamo a atenção.

Por outras palavras: se entras para um partido social democrata, esperas que os seus mlitantes sejam sociais democratas. Se entras para um partido socialista, esperas socialistas como militantes. Se entras num partido comunista, esperas conviver com camaradas comunistas. A partir do momento em que entras num partido que supostamente defenderia políticas sociais-democratas e o vês defender os interesses dos poderosos, algo não está bem na sua definição como partido que é, por muito que se argumente que se mudou de ideias.

Há espaço para a direita. Mas não a chamem de social-democracia!

Anónimo disse...

Que grande confusão de teorias e doutrinas vai na cabecinha da Ana.
Mas pq é que os partidos não podem doutrinalmente evoluir. Não acredita? Então por essa ordem de valores, o PCP não é um partido democrático pois a sua doutrina comunista não persegue a democracia participada. É óbvio que a social-democracia é uma doutrina de centro-direita, veja os exemplos da Alemanha, países nórdicos e claro Portugal...
Mas aí vc diz " Ai e tal, mas surgiu do mesmo tronco comum que eventualmente era o comunismo" Pois mas logo na sua génese se separou definitivamente. A social-democracia é de centro-direita, mas não pode ser confundida com liberalismo... tem pouco ou nada a haver. mas ao contrário dos partidos de esquerda não defende o sacríficio do individual em prol do colectivo. Defende isso sim a defesa dos direitos individuais de todos os índividuos até se formar o colectivo. Parte-se do indíviduo para o geral e não como os partidos de esquerda em que sacrificam a liberdade individual (entre os quais a democracia)para o bem comum

Ana disse...

Ora viva

Em primeiro lugar, cabe-me agradecer a forma educada com que se referiu "à minha cabecinha". Na minha cabecinha mando eu, muito obrigada. Estou disposta a discutir alguns pontos de vista; não deves no entanto confundir isso com o à vontade com que tratas os teus colegas de escola.

Quanto à questão em si: se leres o que escrevi com mediana atenção, não digo que os partidos não possam evoluir. Digo sim, e volto a dizê-lo mais devagar, que o PSD não é um partido social democrata como se quer passar. Tudo tem e deve ter o dever de evoluir ou mudar de ideias, mas há duas notas a ter em conta:

- O evoluir não pressupõe obrigatoriamente uma mudança dos ideais mais básicos. Assim sendo, um partido social-democrata, socialista ou de direita-cristã pode perfeitamente evoluir sem abandonar os seus princípios social-democratas, socialistas ou cristãos. Isso chama-se uma adaptação.

- O evoluir pode significar uma mudança dos ideiais mais básicos. No caso do PSD isso deu-se, quando começou a ceder às pressões dos grandes grupos económicos e financeiros. Não digo que não estejam no seu direito, mas a denominação social-democrata começa a estar mal utilizada. A social-democracia é um projecto diferente e ainda aplicada genuinamente em várias regiões d globo (o mundo não é só a Europa...)

É isso que quis dizer. Por fim, não entendo esse recurso constante ao PCP. Eu não sou comunista (apesar de não ter nada contra eles) e têm de admitir que as críticas ao facto de o PSD estar, pelo menos aparentemente, a criar grandes facilidades ao grande capital, não vêm só de comunistas.

Não obstante, não posso deixar de discordar quando dizes que a esquerda é anti-democrática, pois é precisamente aí que a confusão se instala no teu discurso. Muito sinceramente, é tudo o contrário do que vemos no nosso dia-a-dia neste país. Para não alimentar uma discussão que se pode prolongar demasiado, prefiro não falar no papel da direita no que toca a este tema.

Anónimo disse...

O Dra. Ana, estamos mortos de saber que a senhora doutora não é comunista... no entanto a sua cabeça continua muito confusa, pois não me referi aos partidos de esquerda como anti-democráticos, pois isso seria descabido. Referi-me à esquerda comunista. Agora se quer incluir na esquerda o PS português, o que eu altamente duvido que o possa fazer, então aí sim temos uma democracia.
Se quiser falar de outras esquerdas nomeadamente Bloco de Esquerda, tambem podemos aí falar de falta de democracia, vide exemplo do último congresso do Bloco. Mas, por outro lado, essa esquerda que se diz intelectual,mas filha de aristocratas, passa mais por ser um partido liberal, senão vejamos, defende a liberalização do consumo de droga; defende a liberalização e legalização do mercado de droga; defende a liberalização do Aborto, etc. Só o jogo é que deve ser proibido.
Mas, como dizia um jornalista brasileiro os politicos são todos de esquerda até irem para o governo aí tornam-se de direita.
atentamente
Eu

Ana disse...

Anónimo disse:
"Parte-se do indíviduo para o geral e não como os partidos de esquerda em que sacrificam a liberdade individual (entre os quais a democracia)para o bem comum"

Tal como está nesta citação, referiu-se a toda a esquerda e não só à esquerda comunista. Será descabido? Você mesmo o disse... Além de nunca ter visto em Portugal militantes de esquerda a sacrificar a sua liberdade individual, e olhe que não sou propriamente desatenta. Mas já vi que atacar os comunistas é um tema que lhe agrada.

Quando disse acima para ter um pouco mais de respeito não significa que me trate por Doutora, que não sou... significa apenas deixar a arrogância do lado de fora deste blogue.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Como já lhe disse referia-me à esquerda comunista. Espero que, através de uma interpretação mediana das minhas palavras, desta vez perceba definitivamente.

E sobre atacar comunistas... isto não é bem época de caça...
mas, como social-democrata do concelho do Seixal eu e os meus companheiros é que temos sido ao longo dos anos atacados e oprimidos pela maioria comunista na Câmara Municipal do Seixal. Coisa que a senhora talvez nunca tenha sentido e como tal não perceba. Quem não é comunista e participa activamente na vida da sociedade do concelho do Seixal sabe bem do que eu estou a falar. Coisa que não vejo a senhora perceber ao afirmar o que disse sobre a caça aos comunistas.
Escrever de coisas que não conhecemos ou que conhecemos de ouvir dizer é uma coisa, quando não participamos activamente nelas é outra. Há vida para além dos blogs.

Ana disse...

Caça? Quem falou de caça?!

Ok já vi que o tema dos comunistas veio para ficar. Está bem. Mas eu comecei e vim apenas falar homenzinho que ganhou as eleições em Londres...

Quanto à Câmara, pelo menos nos círculos em que me movo, e digo-lhe já que sou participante activa na sociedade, nunca ouvi ninguém falar ou lembrar-se de tais "anos de opressões e ataques" por parte da Câmara. Mas se calhar não calhou, tivemos sorte!