domingo, maio 04, 2008

"Cereal" Killer


«O recente aumento dos preços do arroz vai atingir duramente os países da Ásia. Os mais afectados são os mais pobres, incluindo os pobres urbanos», «Isto terá um impacto negativo nas suas condições de vida e na sua alimentação. Esta situação pode levar a conflitos sociais». Este é um excerto de uma declaração feita pelo Ministro das Finanças Japonês acerca do aumento do preço dos cereais, nomeadamente do arroz.
Isto pode passar-se na Ásia, mas em Portugal já se começa a notar algum receio face ao preço do arroz e qual não foi o meu espanto ao ir a um hipermercado e ver este produto quase esgotado. É importante começar a pensar neste assunto(antes que seja ainda mais tarde), pois irá afectar de forma drástica os mais pobres, pois mesmo que haja intervenção do estado este será muito pesado para o orçamento nacional e «não são sustentáveis a prazo».

8 comentários:

Carla disse...

Para além de todos os problemas a nível mundial, chega-nos mais este... Os dados do banco alimentar contra a fome, em Portugal, indicam um aumento das famílias a recorrer a esta ajuda para que possam sobreviver até ao fim do mês. É uma situação muito preocupante... Com a chegada do euro viu-se, por exemplo, 1 kg de fruta a passar de 100 escudos para 1 euro... e o dinheiro não estica...

com os melhores cumprimentos,
Carla

Daniel Geraldes disse...

O problema da alimentação no mundo, está associada a varios factores, não é unica e exclusivamente um problema de produção.

O aumento de uma classe média nos países emergentes como a China e a India e a mudança da respectiva forma de alimentação, a procura por estes matérias primas para a produção de energia, as intemperies que se tem verificado um pouco por todo o globo, o aumento da população mundial são todo um conjunto de situações que vieram para ficar, se bem que muito desta crise é especulação( basta ver o grafico de cotações do trigo do ultimo ano) muitas destas situações vieram para ficar.

E é uma das formas que levanta polemica, mas pode de algum modo ajudar a combater esta situação é tambem a energia nuclear, mas isso é outra discussão.

Filipe de Arede Nunes disse...

Confesso que este é um assunto que me preocupa bastante.
Concordo contigo Dani, quando dizes que o problema não é exclusivamente relativo à capacidade de produção, mas também é, e a demanda em busca dos combustiveis verdes tem contribuido decisivamente para esta situação.
No entanto, o que mais me deixa preocupado é essa idilica ideia de que a população mundial pode continuar a aumentar sem que existam consequências para esse facto. Na verdade, não acredito que o planeta terra seja capaz de sustentar aumentos constantes no número de pessoas sem que alguns sofram as consequências.
Quando um dia estas consequências se começarem a fazer sentir dentro do mundo rico, acredito que se tentará fazer alguma coisa... Infelizmente, muitos milhões irão morrer antes que isso aconteça.
Enfim...
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

A Comissão Permanente da Caritas Portuguesa alertou hoje em comunicado as autoridades para prepararem programas de apoio a carenciados tendo em conta a crise alimentar mundial que, prevêem, irá causar danos graves no país.

Diário Digital / Lusa
04-05-2008 16:35:00



De acordo com a Caritas Portuguesa, em Portugal gasta-se uma «fatia enorme de recursos» a «pagar quase dois terços do que consome, designadamente produtos alimentares» pelo que o país está «na linha da frente» daqueles que mais sofrem «com a elevação dos preços internacionais e a escassez dos bens de primeira necessidade no mercado».
«O espectro da fome paira assim sobre a cabeça dos mais necessitados, incluindo de muitos portugueses», com «muita gente a viver abaixo do limiar de pobreza e com esquemas de apoio social muito deficientes», considera a Caritas.
Para tentar «minorar o impacto nefasto desta crise alimentar» a nível mundial, a Comissão Permanente da Caritas Portuguesa reclama aos Governos para que deixem de «apoiar a produção de produtos energéticos a partir de produtos agrícolas» [biocombustíveis] mas também que criem «pacotes especiais» de leis que prevejam o «apoio social para atender aos casos mais prementes».


Numa nota denominada, «os preços do petróleo, a escassez de bens de primeira necessidade e a fome em Portugal e no Mundo» a instituição que representa a pastoral social dos leigos na Igreja aponta o custo do petróleo e a aposta nos biocombustíveis como os factores principais para esta crise alimentar que se avizinha.
Por um lado, a «subida em flecha dos preços do barril petróleo» provocaram uma escalada do custo da «produção de bens manufacturados» mas também da própria produção agrícola devido ao transporte e ao trabalho dos «tractores e outras alfaias agrícolas».

Anónimo disse...

Mais uma vez, o verdadeiro significado dos pseudo-democratas de esquerda vem ao de cima.
Evo Morales considera votação inconstitucional, classifica como "ilegal" o referendo pela autonomia de Santa Cruz.
Com esta justificação que o senhor apresenta, que é a da pouca participação popular então os resultados do referendo ao aborto em Portugal e muitas das eleições municipais, como exemplo o Seixal, não poderiam ser legais.

Anónimo disse...

bom post, mais uma vez a mostrar a capacidade de vários elementos desta estrutura de mostrarem trabalho e ideias.

Velas do Tejo disse...

Exaurir a terra e depois de especulados os preços queimar comida é, simplesmente, acefalo.

O biodiesel chega com os pezinhos de lã da aceitação ambientalista, mas lá vai dando o seu contributo para a fome.

O Einstein dizia sobre as grandes guerras:"- a terceira não sei como será, mas a quarta será com paus e pedras."

Anónimo disse...

Os comunas é que têm razão, falta fazer a reforma agraria!!! Comprem tracotores para a malta toda e vai de lavrar os campos no Alentejo, porque a terra é de quem a trabalha!!!