sexta-feira, janeiro 23, 2009

O Seixal precisa de outra via

Não sei se já repararam mas todos os dossiês que são de exclusiva competência da CM Seixal dão asneira e da grossa. A candidatura ao QREN, o Sapal de Corroios, a alternativa á estrada nacional 10 são exemplos bem recentes da péssima gestão autárquica que temos, e quando juntamos a esta incompetência, o Governo PS, então temos uma verdadeira salganhada de interesses eleitoralistas, e com isto esquecem-se que o Seixal precisa há mais de 30 anos de ser governado de uma forma séria e credível e em prol de todos nós.

O Grupo Flamingo num recente comunicado já tinha alertado para esta situação:

"Segundo o Grupo Flamingo do Seixal, num terreno onde alguém «devastou mais de 1200 sobreiros» e que o Ministro da Agricultura cumpriu a lei proibindo que «durante 25 anos aqueles terrenos não poderão ser alvo de qualquer construção, excepto se o empreendimento for considerado de «imprescindível utilidade pública."

E hoje no Jornal Online, Setúbal na Rede, temos a constatação das desconfianças do Grupo Flamingo:

O recente despacho do Governo, que classifica de imprescindível utilidade pública um terreno na zona na Amora, para onde está prevista a estrada alternativa à Regional 10, está a gerar reacções opostas. Em causa está o facto de, depois do abate ilegal de sobreiros na zona em 2004, o terreno ter ficado impedido de ser alvo de qualquer construção durante 25 anos. Para o vereador do PS, José Assis, a decisão do Governo é “acertada”, mas Carlos Morais, representante do grupo ambiental Flamingo, considera que a imprescindível utilidade pública não foi pedida em função do interesse público, mas “para avançar uma obra no terreno”, nomeadamente o hipermercado que estava previsto.
(...)

Carlos Morais entende que esta questão “ilude as pessoas, porque a estrada por si só já comporta a questão de utilidade pública”. No entanto, como “a estrada era uma contrapartida do hipermercado” que iria ser construído no local, o ambientalista considera que o presidente da câmara do Seixal, Alfredo Monteiro, está acriar um artifício para criar utilidade pública nos terrenos onde está impedido de construir durante 25 anos”. “Há qualquer coisa de estranho” no caso, conclui.
(...)
"Carlos Morais garante “não estar contra a estrada”, que apesar de “prejudicar uma zona importante da Natureza, tem de ser feita”. No entanto, lembra que não podem ocupar todos os terrenos livres com construções”.

Ou eu muito me engano, e depois da conclusão da alternativa á estrada nacional 10 , veremos mais construção imobiliária a surgir no Seixal , e é mesmo por estas razões , que o Seixal precisa de outra via.

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