quinta-feira, julho 03, 2008

PCP promove a crise dos combustiveis

É de facto, interessante constatar a ineficácia do PCP em todo o Concelho, as obras que inaugura com pompa e circunstancia no Concelho, e em concreto não me refiro ao absurdo das rotundas, dos chafarizes ou dos canteiros. Refiro-me aquele que até poderia ter sido um dos meios mais importantes de desenvolvimento na rede de comunicações do Seixal, o Metro Sul do Tejo (MST).
Esta obra que foi financiada pelo Governo PSD/CDS e que o executivo do Seixal conjuntamente com Almada fizeram apenas de corta fitas, não conseguindo sequer um traçado decente que servisse as populações de forma eficiente, e eu que não consegui ainda perceber porquê, e confesso que já tentei, criando apenas e somente mais embaraço rodoviário e um sorvedouro de dinheiros publicos que serve apenas meia dúzia de gatos pingados e nisto num dia em que o MST se encontra completamente lotado, quando deveria ter sido criada uma verdadeira rede de comunicações que servisse eficazmente o Concelho, e não apenas as freguesias onde o PCP quer manter a sua hegemonia politica e apresentar obra do séc. XXI, com traçados que até as estradas romanas substituiriam com mais eficácia.
Assim sendo, nota-se que a ineficácia e a incompetência é tanta, juntamente com o desconhecimento total da mobilidade da população e a falta de uma linha orientadora estratégica para a hegemonização do concelho e consequentemente melhorar a qualidade de quem aqui vive pensando somente nas suas necessidades, e não em actos eleitoralistas sectários consoante as suas necessidades locais de poder, mas ao que se adivinha que o mesmo se vai passar com o Hospital do Seixal que a localização não será dentro de um eixo central do Concelho, mas para a Freguesia de Fernão Ferro onde o PCP começa a ver o seu domínio ameaçado, e onde o Metro Sul do Tejo não chega, o que qualquer pessoa de bom senso nota que este facilitaria sempre a deslocação da população para os cuidados de saúde medica. Assim apenas se mostra o total desinteresse do PCP por isso um Seixal Progressista, importando-se apenas pelo betão que constrói e que sai no Boletim Municipal, como necessidade imperialista de um concelho de Abril, mas a incompetência esta reflectida nisto tudo.
A somar a esta atitude de medidas avulsas eleitoralistas e numa época de crise de combustíveis, folheio o Boletim Municipal e não vejo uma única promoção ao MST, não vejo o executivo incentivar o uso dos transportes públicos locais como forma de combater o uso dos meios de transportes particulares, e melhorar o nosso ambiente, não vejo uma estratégia pensada para o Seixal deixar de ser uma mera cidade de periferia da capital e afirmar-se com a territorialidade central de que dispomos, como um dos concelhos com mais jovens da Área Metropolitana de Lisboa, como um exemplo de urbanismo e de todas as complexidades que envolve o traçado de uma cidade.
Em vez disso o PCP não promove a realidade do Concelho e preenche o jornal de serviço publico local, o boletim municipal, com propaganda, não resolve os temas simples, complicando-os, participa em manifestações da CGTP enchendo paginas de desonestidade intelectual e efectivamente não se preocupa com o que lhe é devido, o Seixal e a sua população.
Por isso Dr. Alfredo Monteiro responsabilizo claramente pela péssima qualidade de vida e falta de alternativas dos cidadãos do Seixal.

3 comentários:

Nuno Gonçalo Poças disse...

Sublinho e subscrevo. De resto não é nada de novo: não há, nem nunca houve, uma política urbanística e de ordenamento do território minimamente séria e sustentável para o concelho. E diga-se o que se disser (que há culpas do poder central, etc.) a verdade é que a maioria CDU tem uma larga responsabilidade na total desorganização em que o concelho se encontra. Mas construir cidades assim é tudo o que se quer quando não interessa motivar e cativar pessoas para as questões locais. Hoje em dia a maioria da população do concelho é oriunda de várias regiões do país e o que é facto é que pouco ou nada se identifica com o Seixal. Políticas que afastam as pessoas em vez de as unir, políticas que visam manutenção de pequenos sovietes dispensam-se, obrigado.

Isto não é governo, isto não é democracia. Mas quem disse que o PCP é um partido democrático?

Carla disse...

Concordo com tudo o que foi dito...
Realmente não percebo o traçado do MST... não devia de chegar ao HGO?! Quem está doente só chega lá de táxi, autocarro ou carro.
Sempre vão fazer o hospital do Seixal? Ainda bem, o HGO está a rebentar pelas costuras. Pode ser que não o façam em Fernão Ferro, mas noutro local mais central e com bons acessos.

Cumprimentos,
Carla

Filipe de Arede Nunes disse...

Efectivamente estou de acordo que a CMS, tal como a maioria das Câmaras Municipais espalhadas por esse país, tem responsabilidade pela forma como os portugueses têm sentido a crise dos combustíveis, em particular resultado da forma como o crescimento urbanístico se desenvolveu.

Infelizmente, esse parece ser um problema que neste momento não tem solução à vista, e poderá apenas ser moderado no futuro.

Já no que diz respeito ao facto de não utilizar o Boletim Municipal para fazer a apologia de ideias e métodos que pudessem favorecer a poupança dos munícipes, estou completamente de acordo. A veia propagandística do PCP local não consegue ter visão de presente, quanto mais de futuro!

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes