terça-feira, julho 15, 2008

Qual é a dúvida???

Foi com alguma perplexidade que li estas palavras, do Dr. Rógerio Fernandes, candidato do PS á Junta de Freguesia da Amora, nas ultimas eleições autarquicas.

Para o mesmo problema é certo, temos 2 soluções diferentes, enquanto o Dr. Rógerio Fernandes prefere claramente mais investimento público de "relação custo-beneficio muito duvidosa", eu prefiro que o país se concentre num saneamento das suas contas públicas, e posteriormente na redução do endividamento externo que segundo dados do Banco de Portugal já atinge 10% do nosso PIB.

É por isso, então que sou claramente contra este pacote de investimentos publicos que o actual Governo tem em carteira, e passo a explicar porquê.
Começo pelo Aeroporto de Alcochete, de todas as obras parece que é o mais evidencia que irá seguir mesmo frente. O Barril do Petróleo como é certo e sabido encontra-se neste momento nos 140 dollars, o que claramente é prejudicial as companhias aereas, a TAP a semana passada pela voz do seu CEO, o Eng Fernando Pinto, revela-nos que só nos primeiros 5 meses do ano, tem um prejuízo acumulado de 100 milhões de euros, repare-se bem só nos primeiros 5 meses do ano, a TAP para combater este défice a primeira medida que tomou cancelar foi 60 destinos para poupar cerca de 20 milhões, o que claramente me leva a repensar se o Aeroporto de Alcochete valera mesmo a pena construir no cenário actual, em que tudo indica que irá haver uma redução brusca do número de passageiros que a TAP actualmente transporta.E com menos passageiros, menos negócio, menos négocio, menos receita, e os custos variaveis aumentam. Assim nota-se claramente que o aeroporto da Portela serve as necessidades do nosso mercado, e ainda falta comprovar a capacidade limite do aeroporto que serve Lisboa.E o maior problema associado é o chute do pagamento desta obra para 2014, tal e qual o financiamento absurdo das SCUT que já demonstrou os seus resultados.

Depois temos o TGV, que em tom de apanagio socialista, nos irá ligar à tão distante Europa, ou a Madrid, e assim iremos poupar num país que tão 200km de largura(do litoral ao interior) 30 minutos na deslocação.
Se tivermos em conta, os dados de 2006 do Metro de Lisboa, que por ano transporta cerca 184 milhões de pessoas e tem um prejuizo díario 440 mil euros,leu bem, 440 mil euros díarios, agora basta fazer as contas ao prejuízo num ano, e isto é o metro que serve 18,4 vezes a população portuguesa num ano, então imagine-se o TGV.

O verdadeiro investimento público que o governo poderia, e na minha opinião devia fazer, era na justiça, aonde os tribunais são um verdadeiro empecilho ao bom funcionamento da nossa sociedade, era na educação, mas na verdadeira exigência da educação, num novo modelo em que poderiamos transformar as nossas escolas em Academias, e não como no tempo da paixão do Eng. Guterres, em que a sua paixão que lhe deu aos 40 anos de idade, resultou em muito dinheiro gasto e não correspondeu ao amor empregue como é costume quando se têm paixões aos 40 anos.
E era tambem na divida astronomica que o estado tem aos seus fornecedores que correspondia a cerca a 2019 milhões de euros no final de 2006, este dinheiro faria muito mais pela economia e pelas pequenas e médias empresas do nosso país do que qualquer investimento megalomano que a governação " á la socialista" gosta tanto de fazer.

E a nível distrital, tendo em conta que a Auto Europa é o segundo maior investidor directo do país, e até há bom pouco tempo criava sozinha cerca de 2% do nosso PIB, era bom que o governo com os seus PIN desafia-se alguem a tentar contrariar os 70% de matérias primas que abastecem a mesma, e inexplicavelmente vêm de fora do País.
Isto faria muito mais pelo país do que as obras públicas e as suas derrapagens de 100 e 200% a que nos fomos habituando,sempre que se fala em obras públicas.
O estado não tem de intervir na economia directamente, têm apenas de a regular, para que todos tenham a hipótese, que o governo socialista tira, de poderem subir no estrato social e almejar uma vida melhor,mas pelo seu mérito.

Mais obras públicas que ninguem percebe o seu significado e nem quem irão beneficiar:

Jamais

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