segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Seixal: A ausência de política de juventude...

Hoje falamos de juventude, afinal, aquele que deve ser o objecto de preocupação principal das juventudes partidárias.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento (GOPO) para 2008 da Câmara Municipal do Seixal (CMS) têm uma rubrica denominada de “Cultura, Património e Juventude” com uma dotação orçamental de € 3.114.591,00, o que corresponde a 4,03% do orçamento global do município.
Esta rubrica inclui outras mais pequenas entre as quais se inclui: Edições com € 95.000,00; Auditório Municipal com € 201.271,00; Cinema S. Vicente com € 51.000,00; Biblioteca e Arquivo Histórico com € 276.017,00; Património Histórico e Cultural com € 1.352.726,00; e Programa de Actividades Culturais com € 1.138.077,00.
É neste último grupo que está o essencial do valor orçamentado para a juventude, e representa 1,47% do orçamento total.
No entanto, apesar de existirem dezenas de pequenos valores específicos para programas de juventude, é preciso dizer que esta rubrica inclui as seguintes verbas: € 118.449 em serviços; € 85.000,00 para o espectáculo do 25 de Abril; e € 150.000,00 para o Seixal Jazz, que no total representam 31,05% da dotação para programas especialmente vocacionados para a juventude.
Não se consegue entender, através da análise destes números, qual o rumo que a CMS está a seguir em matéria de juventude, ou se é que tem um linha orientadora.
O investimento é residual, o que num concelho com uma elevada percentagem de população jovem se estranha e lamenta.
O investimento é o resultado de uma política de abandono que não aposta nos seus mais preciosos recursos e que negligencia a camada da população que mais apoio necessitaria.
Os programas e apoios que existem são os mesmos desde há vários anos, inexistindo capacidade de reinvenção e de adaptação a diferentes realidades de vão de encontro aos verdadeiros ensejos de um grupo etário que está, na maioria das vezes, ainda à procura de se encontrar, sendo praticamente impossível faze-lo num concelho onde não existe política de juventude, ou quando existe, é selectiva e que não aposta nas massas e na tentativa de solucionar os seus verdadeiros problemas.

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