quinta-feira, junho 12, 2008

Quase a ganhar cabelos brancos

Se o mercado se auto-regula e a mão invisivel não dorme,quanto é que o governo vai pagar á Brisa, á Mota e Aeronor nas portagens a menos para os camionistas + as scuts????

Acrescento as 14:52

agora são os taxistas a reunirem-se

Tanto medo que nós temos do mercado concorrencial!!!!!

Novo acrescento as 17:07
Estado vai compensar Lusoponte por perda de receitas de IVA nas portagens das pontes

Perde-se mais uma bela oportunidade de promover o eficiente Fertagus.

8 comentários:

Anónimo disse...

é os portugueses de um mercado concorrencial, e o PCP com medo da oposição que começa a surgir.

Davide Ferreira disse...

Apesar de acreditar na economia de mercado e em muitos dos benificios da mesma, a que ter em conta que estavamos reféns desta situação... a Economia inteira corria o risco de parar... A solução podia ser a força ou a negociação. E se calhar a escolha entre as duas nem foi a pior...

Posso criticar o governo pela maneira como lava as mãos da crise, como ignora o aumento dos preços dos combustiveis, como tenta passar o sonho cor de rosa aos Portugues! Posso criticar muitas coisas que este Governo fez e não fez!

Mas não vou criticar o entendimento que houve com os camionistas. Espero apenas que não se torne um precedente...

Carla disse...

Mesmo que os taxistas façam greve, nunca atingirá as proporções da greve dos camionistas.
Em relação ao resto não sei o que se passa, estou à 2 dias fora do "planeta"...

Anónimo disse...

Eu não era para comentar, mas aqui vai:
Perdeu-se uma batalha! Os camionistas que podiam deixar o governo em maus lençois, acobardaram-se. Felizmente que nem todos estão satisfeitos e por eles a luta continuava.
É um problema cada vez maior esta gobalização. É necessário dizer não à Europa actual! Muitas vezes para pogredir é necessário dar-se dois ou três passos atrás, de maneira a optar por um novo e melhor caminho.
Esta Europa está podre e trai os verdadeiros europaístas que idealizavam algo muito diferento do actual.
Quando se ouvem comentários aqui a favor do mercado económico português e mesmo Europeu, eu pergunto a estes defensores que se defendem este mercado com tanta comvicção, porque é que os mesmos trabalham para empresas a ganhar uma miséria? Parece algo contraditório não?
Pergunto também aos defensores deste mercado económico se ao fim do mês lhes faz falta comida na mesa? é que se não faz, das duas uma, devem viver ainda em casa dos pais para não sentirem este pesadelo económico nas carteiras ao fim do mês, ou devem ser empresários de sucesso (se for esta última, porreiro pá!).
O que falta neste país são T@m@t@s, para continuar a defender causas como não permitir NUNCA que os filhos passem fome!
Cumprimentos,
-M-

Daniel Geraldes disse...

Exacto Davide, este acordo abre precedentes para tudo, para os taxistas, para os pescadores, para os agricultores (pareço mesmo o Paulo Portas) e para todos os que virem os seus interesses corporativistas ameaçados e pior que isso, temos aqui uma via socializante da intervenção do Estado na Economia que eu tanto abomino.

Em segundo lugar, temos de ter em conta que o aumento do preço do crude deriva de factores internacionais, quer sejam eles de especulação ou de outro factor qualquer,sendo que já é tempo de nos apercebermos que o tempo da energia barata acabou e apartir de agora os países que têm recursos energeticos na sua posse e devido a nossa depêndencia do petroleo irão colocar os preços elevados até que as economias se adpatem e consigam suportar esse preço.

Em terçeiro,a Economia Global funciona como a teoria da especies de Charles Darwin, os que não se adpatam acabam por ficar para trás.

Em quarto, acho que esta na altura de se equacionar a energia nuclear como modelo de desenvolvimento,é o que preço do petroleo torna rentavel esta energia e depois não nos podemos esquecer do defice tarifario da EDP por ordens do regulador. O unico problema que veja na energia nuclear tirando o risco inerente a ser energia nuclear poderá ser o NIMBY (not in my backyard).

Filipe Farinha disse...

Dando-me ares de economista(zinho), e aproveitando a matéria fresca dos exames, vou também eu mandar o meu bitaite na matéria...
A meu ver, nem poderia ser de outra forma (relativamente à recepção total do imposto por parte da Lusoponte), dado que, considerando que a sua capacidade instalada limita a capacidade de oferta, está será bastante ou completamente rígida. Tendo os utentes da ponte alternativas como o barco ou o comboio, a procura da mesma será mais elástica, pelo que, ou um aumento do valor da mesma se traduz numa redução do lucro da concessionária ou...a concessionária transmite o imposto para a frente e reduz o seu lucro...
Geraldes, já somos dois a concordar com a energia nuclear. Mas se houve a contestação que houve à queima de resíduos, acho que no caso da energia nuclear sai o país à rua...

Anónimo disse...

Se o pais sair á rua é porque o pais é mal informado.
a energia nuclear é uma energia "limpa" e segura, e sem querer entrar em promenores por ai alem, era relativamente facil para nos reduzirmos drasticamente a dependencia do petroleo com este tipo de alternativas.
por fim, importa ver que hoje em dia ja temos ali mesmo ao "lado" da fronteira uma central nuclear, ou seja os riscos ja os temos, agora era intressante ter tambem o proveito!

Davide Ferreira disse...

Não esperava que isto se tornasse um debate sobre energias alternativas :) Mas a minha opinião é conhecida há bastantes anos e concordo plenamente com a utilização da energia nuclear.

No entanto e para mal dos nossos pecados não é a solução para tudo.

1º Se hoje mesmo se inicia-se a construção seria pelo menos 7 anos antes desta estar concluida...

2º A energia nuclear não afecta os nossos transportes, que são uma larga fatia do nosso uso de petroleo e derivados.

3º Apesar dos avanços cientificos ainda não descobriram forma de eliminar por completo os residuos que permanecem radioativos por centenas de anos...

Enfim, não há almoços grátis...