sexta-feira, junho 13, 2008

E agora?


Os irlandeses votaram NÃO no referendo ao Tratado de Lisboa. E agora?

5 comentários:

Davide Ferreira disse...

Por acaso gosto do titulo... e agora? :P A europa pode estar a beira de mais um empasse.

Daniel Geraldes disse...

Mal soube o resultado lembrei-me logo de ti, tiveste um sexta feira 13 bastante agradavel de certeza.

Vamos avaliar as consequências politicas deste resultado, dentro uma década, talvez este seja o primeiro passo para a fragmentação politica da união europeia.

Daniel Geraldes disse...

Estava aqui a pensar com os meus botões, que depois desta derrota de Jóse Manuel Barroso, o Tony Blair podera ser o proximo candidato á Presidencia da Comissão Europeia, alias seria porventura a melhor maneira de se contornar o cepticismo dos ingleses em relação á Europa e poderia chegar mais facilmente á Irlanda.

Filipe de Arede Nunes disse...

Meus caros!
Sexta-feira foi de facto um dia histórico, porque foi o dia em que o único povo que foi chamado a se pronunciar sobre o Tratado de Lisboa optou por recusar.
Não vou certamente escalpelizar os motivos que levaram os irlandeses a votar contra - até porque não os conheço - mas estou certo que servirá de aviso para os tecnocrátas da União Europeia terem noção de que a construção do futuro da Europa não se faz de costas voltadas para os povos, nem pode por em causa o principio da igualdade enunciado nos tratados originais em favor de um principio baseado na maioria que é o que se agora quer.
Os dirigentes europeus também têm de aprender que os povos desejam a manutenção do que existe ao invés de um aprofundamente do que alguns federalistas querem.
Obrigado Irlanda por terem posto um travão e gritado bem alto que os cidadãos são mais importantes do que os Estados!
Fico agora à espera que a democracia prevaleça e que não se busque imediatamente fazer um novo referendo para ver o Tratado aprovado.
Seria uma nova vergonha!
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

Possivelmente vai ser como em Portugal no referendo ao aborto... faz-se até dar a votação que se quer