sexta-feira, junho 27, 2008

Energia é igual a qualidade de vida!

O mundo tem acompanhado com interesse e preocupação a escalada do preço do petróleo, base fundamental da vida como a conhecemos durante o último século, não só porque afecta o crescimento da economia – com todas as directas consequências que daí advêm – mas sobretudo porque começa já a por em causa a qualidade de vida de milhões de pessoas por todo o mundo.
Não querendo entrar profundamente na discussão sobre esta temática, quero no entanto referir-me a um assunto em particular que afecta cada vez mais os portugueses e os cidadãos dos países de quase todo o mundo: o preço dos combustíveis.
Com a escalada do preço do petróleo parece ser inevitável a consequente subida do preço dos combustíveis. Independente de o Estado arrecadar uma receita enorme com a venda de combustíveis, a verdade é que me parece que o problema não pode ser solucionado com o recurso à diminuição dos impostos. Uma iniciativa deste género apenas convidaria ao adiamento da resolução do problema, criando uma falsa ilusão de segurança que efectivamente não existe.
No entanto, o mercado parece estar já a reagir à subida vertiginosa do preço do petróleo e dos combustíveis e a encontrar soluções para a resolução de alguns dos problemas.
No que diz respeito em concreto à circulação automóvel, parece que as primeiras alternativas viáveis aos motores de combustão começam a surgir em força.
Numerosos exemplos de como as marcas, umas mais conhecidas do que outras começam já a preparar com afinco o futuro podem ser encontradas aqui, aqui, aqui e aqui (embora muitos outros exemplos se possam encontrar através de uma rápida consulta na Internet).
A verdade, é que os carros eléctricos resolvem apenas uma parte do problema, porque efectivamente o mal pior não é naturalmente o preço dos combustíveis, mas sim o preço da matéria-prima: o petróleo.
Ora, é porque o petróleo é efectivamente um recurso escasso e com fim à vista, que temos de rapidamente encontrar soluções que resolvam o problema da dependência energética de Portugal face ao exterior.
Se é verdade que os recentes projectos relativos à energia eólica, solar, hídrica e das ondas são um contributo muito importante, não deixa de ser menos verdade que são ainda insuficientes.
É nesta perspectiva que surge como solução possível a energia nuclear, que tem necessariamente de ser estudada sem preconceitos e talvez seja neste momento a única possibilidade que temos de encarar o futuro com a mesma qualidade de vida dos nossos dias.
Há uma coisa de que temos de estar conscientes: não voltaremos a ter petróleo aos preços de 2000, porque cada dia que passa há menos, mais difícil e caro de retirar do solo e a procura é mais elevada. É por isso tempo de pensar a longo prazo e corrigir os erros do passado.

7 comentários:

Daniel Geraldes disse...

Só para que saiba, sou a favor da energia nuclear e do Tratado Europeu.

Ontem vi o Pacheco Pereira de barba cortada, tenho para mim, que tem esta nova imagem para ser candidato a qualquer coisa para o ano que vem.

Daniel Geraldes disse...

Esqueci-me de referir estes dados curiosos, neste fim de semana que passou a Opep este reunida, e a Arabia Saudita estava disposta a aumentar a produção, ao que a Libia respondeu que se eles aumentassem a produção, eles prontamente baixariam a sua.

Na Arabia Saudita ao ritmo actual de produção e ao preço de 115 dollars por Barril entram cerca de 700 milhões de euros por dia,ou seja, cerca de 1000 milhões de dollars.

Com isto o Bin Laden, já perdeu a sua guerra.

Carla disse...

No outro dia recebi um e-mail onde falava do EV1, o primeiro carro moderno eléctrico que surgiu nos EUA em 1996 (http://en.wikipedia.org/wiki/General_Motors_EV1) e cuja retirada do mercado foi muito misteriosa. Os carros foram destruídos e rumores indicam que isso se deveu aos "lobbies" das grandes companhias petrolíferas. Parte do e-mail está aqui: http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=55006
Até foi feito um filme: Who killed the electric car?
http://www.sonyclassics.com/whokilledtheelectriccar/electric.html
Claro que, como tudo na vida, nada é perfeito e estes carros também têm os seus contras, como as baterias, não nos podemos esquecer de os pôr a carregar, etc...

Como defensora das energias alternativas espero que estes veículos possam ser comprados por um preço acessível à maioria dos cidadãos e que não sejam novamente esquecidos. É preciso que todas as pessoas tomem consciência daquilo que está a acontecer no nosso planeta. Isto porque é difícil mudar mentalidades quando não se assume o problema não é?!

Se quiserem, vejam:
http://br.youtube.com/watch?v=XcWuXxDgKxo
http://br.youtube.com/watch?v=3ldmWebflUU

Bom fim-de-semana,
Carla

Filipe de Arede Nunes disse...

Carla,

Obrigado pelo teu comentário.

Tenho andado a ler muito sobre a temática dos veículos eléctricos nos últimos tempos e no outro dia vi o filme de que falas no Youtube. Está lá todo, dividido em episódios.

Seja como for, e como não houve contraditório, não me pronunciarei sobre o que lá diz.

Ainda assim, devo dizer que acredito no mercado e como tal chegará o ponto em que os veículos eléctricos serão mais competitivos que os de motores de combustão e nessa altura ocuparão o seu lugar.

Eu tenho feito a minha parte: cada vez ando menos de carro e praticamente só utilizo transportes públicos.

Ademais, só voltarei a comprar um carro quando não depender de combustíveis fosseis.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Filipe Farinha disse...

Venho acrescentar a minha voz ao coro dos que aprovam a energia nuclear.Dada a nossa proximidade com Espanha, e dada a sua utilização de energia nuclear, caem por terra todos os argumentos (excepto o dos resíduos) contra este tipo de energia dado que...já estamos sujeitos a eles de qualquer maneira.

Pedro Sousa disse...

em relação ao tema dos carros electricos:

http://clix.turbo.pt/canal.aspx?channelid=5855C7CE-60D3-4A32-B48F-D8D05D3F777F&contentid=913B6977-3105-45BA-BC9D-038CE5E3D5D3

Daniel Geraldes disse...

Bem são 3 da manha e o meu prazer por mercados financeiros é tanto, que estive ate agora a ver graficos de cotações de acções, do petroleo, do ouro, de bancos e de construtoras, e dos principais indices mundiais e ainda estive a assistir a uma entrevista com "3 Majors Traders" de Wall Street cada um com o seu Hedge Fund, e sinceramente acho que vai depender tudo do petroleo, e acho que o petroleo não ira passar dos 146 dollars, e tambem ainda não foi hoje que o DOW JONES fez uma correcção de 20% desde o seu maximo, o valor que é considerado que os mercados inverteram para Bear Market( bear market = mercados em queda).

A minha opinião que vale o dinheiro que tenho enfiado nos mercados, é que o mercado não vai entrar em Bear Market este ano, era demasiado desastroso para o FED que se fartou de cortar juros á maluca,e depois temos eleições americanas em Novembro, e terá de surgir obrigatoriamente mais um pacote de medidas para combater o abrandamento economico.

Mas isto vale o que vale, obviamente.