quinta-feira, março 06, 2008

Um Ministro Reactivo

O ministro da administração interna, entre nós, o amigo do Portas, pode ser bom como juiz, inspector, amigo do Portas, ou até a desempenhar outra função qualquer, até dou de exemplo que ele desse um bom Procurador Geral da Republica, mas como Ministro decididamente não serve, aliás comparo este ministro com o antigo ministro do PSD o Dr. Fernando Negrão.
Veja-se a mediocridade em que estamos inseridos, o ministro faz um contrato megalómano para adquirir umas simples glock que iriam equipar as nossas forças de segurança, a PSP e a GNR, ( glock é o nome/marca de uma arma) só que estas 9750 armas, tinham um defeito que impossibilita os destros (entenda-se mão direita) de dispararem visto que a patilha de segurança se encontra do lado direito da arma, sendo esta arma, uma arma feita para os canhotos como esclareceu fonte policial. in Correio da Manhã.
Nesta ultima 3ºfeira o ministro brinda-nos com o reforço do efectivo de 2000 agentes e militares da PSP e GNR, que irão entrar em formação. Num país que ja de há algum tempo para cá, vem sendo confrontado como novos tipos de violência, os crimes mais violentos vem aumentando, o descontentamento vem sendo alarmado por altas figuras de estado, veja-se o caso do actual Procurador Geral da República e das suas constantes entrevistas em que reflecte as suas principais preocupações, e para os mais católicos e atentos os últimos discursos do cardeal Patriarca de Lisboa.
Estes 2000 agentes são necessários e bem-vindos, mas esta incorporação que o ministro anunciou para Maio não passa de propaganda, estas já estavam previstas, não foi nenhuma medida adicional que o ministro incorporou para o combate ao crime.
Aliás num combate ao crime o novo código penal, apesar de não ser um especialista em direito, em justiça ou em segurança, só veio alimentar ainda mais o sentido de impunidade de quem pratica os crimes, o caso disso, foi neste ultimo fim de semana, o individuo que alvejou outro na cabeça em Albufeira foi colocado na rua sob termo de identidade e residência e apresentações semanais na esquadra.
Num país sério onde a criminalidade começasse a ganhar contornos mais que preocupantes e sérios, o indicado seria passar por dar mais força aos agentes das forças armadas, nem é com um maior efectivo ou com mais armas que este problema se irá resolver, se um polícia nem pode dar uma chapada a um criminoso sem ser alvo de um processo disciplinar, não é com certeza mais 10 mil armas que nunca irão poder disparar, ou com mais 2000 efectivos que a segurança irá melhorar, o que falta melhorar é mesmo as leis e substituir um ministro que faz o acessório por outro que faça manter a segurança.

1 comentário:

Filipe de Arede Nunes disse...

Poderia fazer das questões jurídicas que aqui são levantadas, mas não creio que isso adiantasse muito para o efeito.
Seja como for, e concordando genéricamente com o texto, acredito que a resolução dos problemas com a criminalidade em Portugal não reside nem no aumento do número de efectivos, nem na alteração à legislação, mas sim na formação e educação dos povos, na criação de mais postos de trabalho, na revitalização de Portugal como sendo um país de brandos costumes.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes