segunda-feira, março 17, 2008

Informação Destak

Crianças perigosas na base de
Dados de ADN desde o 1.ºciclo
Citação:
Identificar precocemente delinquentes é o principal objectivo de Gary Pugh, director de ciência forense da Scotland Yard, que diz ser necessário incluir numa Base de Dados de ADN informações de alunos do primeiro ciclo cujo comportamento indique que poderão vir a ser criminosos no futuro. Saber quem são estes jovens, mesmo antes de eles cometerem um delito, «é um enorme benefício a longo prazo para a sociedade», revela Gary Pugh, em entrevista ao The Observer. O especialista acrescenta que, mesmo que a sua proposta possa ser polémica junto dos pais e professores, é urgente «averiguar quem representará uma ameaça para a sociedade» no futuro. – Fim de citação.
Este tipo de informação não diz direito à política do concelho do Seixal, mas diz respeito a todos os seres humanos, que se vêem em risco de se tornar uma vez mais discriminados pelas suas características, crenças, ideologias e comportamentos. Já anteriormente tentou-se fazer isto em moldes diferentes como é possível ler mais adiante. É preocupante que a raça humana mais uma vez caia no mesmo erro do passado.
Fui pesquisar e encontrei:
A craniologia, que advogou o uso de medidas quantitativas precisas de características cranianas a fim de classificar pessoas de acordo com a raça, temperamento criminal, inteligência, etc. A craniologia se tornou influente durante a era Vitoriana, e foi usada pelos britânicos para justificar o racismo, a colonização e a dominância de "raças inferiores", tais como os irlandeses e tribos negras da África. Tipos raciais foram classificados de acordo com o grau de prognatismo (um avanço relativo anterior do maxilar em relação a mandíbula) ou ortognatismo. Raças "inferiores" eram ditas prognáticas, tal como os chimpanzés e macacos, de modo que eles eram considerados como sendo mais próximos a estes animais do que aos demais europeus (tais como o anglo-saxão, claro...) John Beddoe, fundador e presidente do Instituto Antropológico Britânico, em seu livro "The Races of Man" (Raças do Homem) (1862) desenvolveu o "Índice de Negressência", baseado no qual ele declarou que os irlandeses tinham um rânio similar ao do homem pré-histórico Cro-Magnon e que seria então um tipo de raça branca africanóide.
A antropometria é também um parente próximo da frenologia. No século XIX, um membro da Sureté (policia criminal francesa), chamado Eugene Vidocq, instituiu a documentação das características de criminosos para propósitos de identificação, a qual está em uso até hoje. Um de seus colaboradores, Alphonse Bertillion, expandiu o sistema de modo a tomar várias medidas dos corpos de criminosos, com o objetivo de identificá-los de forma inequívoca (lembrem-se que as impressões digitais eram desconhecidas naquele tempo). Entretanto, elas não foram usadas para a avaliação psicológica de criminosos
Esse tipo de avaliação não tardou a ser iniciado, graças a um italiano ambicioso e controvertido chamado Cesare Lombroso, que publicou um livro chamado "Antropologia Criminal" em 1895, e no qual ele associava determinadas características craniofaciais ao tipo de criminoso. Por exemplo, Lombroso achava que os assassinos tinham maxilas proeminentes, e que os batedores de carteira tinham mãos longilíneas e barbas ralas... Lombroso foi uma personalidade altamente influente nos sistemas judicial e policial da Itália e em muitos outros países. Ainda na década dos 30, muitos juízes ordenavam a realização de análises antropométricas "lombrosianas" dos réus em processos criminais, que posteriormente eram usados pela acusação em julgamentos !

Sem palavras mas com revolta!

1 comentário:

Filipe de Arede Nunes disse...

Gostava que esta notícia tivesse o destaque merecido. É preciso ter cuidado com os tentáculos totalitaristas das democracias modernas.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes