quinta-feira, agosto 21, 2008

Moinho de Maré de Corroios


Não podemos deixar de chamar à atenção para este post no blog Hekate sobre o Moinho de Maré de Corroios e as longas de demoradas obras a que tem estado sujeito e que o mantém encerrado há vários anos.

7 comentários:

outro disse...

O que acham de regionalização?

Daniel Geraldes disse...

A favor... acho que o país precisa de testar outro modelo admnistrativo, que tenha como o baluarte do poder de decisão as entidades locais, que estão mais proximas da terra e das suas necessidades primarias.

Mas, e acrescento o mas, acho que esta não é nem podera ser a altura dessa discussão, porque quem esta no Governo é o PS, e a oposição em geral deve-se reduzir ao escrutinio da governação.

outro disse...

mais alguém?

Filipe de Arede Nunes disse...

Pessoalmente sou contra e estou à espera que alguém me explique quais as vantagens de criar mais uma estratificação administrativa.

Confesso que nem consigo entender, quais poderiam ser os poderes dessas regiões administrativas.

Acho inclusive, que a regionalização só serviria para aumentar o número de lugares para nomeação política.

O nosso país é demasiado pequeno para regionalizar o que quer que seja.

Acho bem que se debata mas não estou preocupado. A presidente do PSD já se manifestou contra e que neste mandato não avançará.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Anónimo disse...

Quais as vantagens?
Basta olhar para a Madeira e o desenvolvimento que se operou nos últimos 25 anos.
Aumentar os lugares de nomeação política?
E o que são com os Governos Civis e as Direcções Regionais do Poder Central que vão alternando entre o PS e o PSD? Para que servem?
Não fazia parte do Programa do PPD a Regionalização?
Mas nessa altura muitos dos militantes da JSD ainda não eram nascidos e os mais velhos têm ocultado o passado e a história do Partido.
A própria Presidente diz que é contra e que neste mandato não avançará.
Pudera! Nem neste mandato nem nos próximos, pelo menos enquanto o actual PR exercer essas funções, já que foi ele o coveiro da Regionalização dentro do PSD.

Daniel Geraldes disse...

Sinceramente, não sei para que é que existem os governos civis...
alguem que me explique devidamente as suas competências e utilização, tal como as juntas de freguesia, que simplesmente têm competências nulas.

E sou a favor da Regionalização, por 2 motivos fundamentais, primeiro para se combater o centralismo de Lisboa, esta mancha urbana que se estende desde Setubal até Alcochete é absurda num país que concentra um terço da população na AML, e depois porque acho que as tomadas de decisões sobre as grandes infra estruturas do país não ficariam sujeitos a despachos dos Conselhos de Ministros e aos seus eleitoralismos.

E até acho que com as tomadas de decisões feitas no local,com as autoridades locais, em vez de serem em Lisboa tornaria o país mais competitivo, e acho que os Açores e Madeira são um reflexo disso.

Filipe de Arede Nunes disse...

Os Governos Civis não servem para nada e segundo creio, estão para acabar à bastante tempo.

O facto de existirem, hoje em dia, muitos lugares de nomeação política, não justifica a criação de mais. Se os que existem hoje não servem para nada, acabem-se com eles.

Não se pode comparar as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com Portugal continental. As regiões insulares tem caracteristicas específicas que justificam alguma autonomia acrescida. Mas atenção, sou totalmente contra projectos federalistas em Portugal.

Não se podem confundir os programas dos partidos com as posições pessoais dos seus militantes.

O facto de Francisco Sá Carneiro ser um adepto deste projecto (regionalização) e de o PSD há 30 anos o ter contemplado como objectivo a atingir, não significa que a actual liderança tenha obrigação de defender a proposta.

Não seria a regionalização a alterar o paradigma de desenvolvimento do nosso país.

Hoje em dia existem boas condições para o desenvolvimento de projectos em quase todo o território nacional. Boas infra-estruturas foram criadas, por todo o país, mas as empresas nacionais e internacionais continuam a escolher a faixa litoral do país com particular incidência nas areas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Portugal tem pouco mais de 90 mil km2. Para quê dividir o que já é pequeno?

Finalizo por perguntar de novo: como é que a regionalização alteraria o padrão de desenvolvimento em Portugal?

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes