sábado, novembro 03, 2007

Seixal: A falta de planeamento e a desorganização urbanística


Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2001 foram contabilizados no Concelho do Seixal 25167 edifícios, perante os 17945 registados em 1991, o que representa um crescimento de 40,2%.
Se analisarmos o dados desde inicio do século XX, chegamos à conclusão que à entrada dos anos 20, existiam no Concelho do Seixal apenas 480 edifícios e que apenas durante a década de 70 se assiste ao verdadeiro crescimento urbano no Concelho. Desde 1970 construíram-se no Seixal 23150 novos edifícios o que representa mais de 83% do total de construções.
As competências no que concerne a licenças e autorizações administrativas são da exclusiva responsabilidade da Câmara Municipal ou em alternativa do Presidente da Câmara.
Da análise das premissas anteriores poderemos facilmente concluir que a responsabilidade do crescimento urbanístico no Concelho do Seixal é da inteira responsabilidade da actual gestão comunista que governa o Seixal desde o pós 25 de Abril e é a estes que temos de pedir contas pelo actual estado de desorganização urbanística na nossa terra, que se consubstancia certamente num dos maiores problemas que afecta o nosso concelho.
Voltaremos a este assunto de máxima importância num próximo post.


6 comentários:

Daniel Geraldes disse...

Betão,betão,betão,betão e mais betão,sem esquecer que a quinta da atalaia pertence ao PCP, é esta a gestão dos ultimos 30 anos, e o pior é que a cor partidaria da camara pode mudar mas o betão a que fomos sujeitos fica e fica muito tempo, o comico da situação é que o PCP tem no seu grupo parlamentar dois deputado do Partido "os verdes".

Alias a historia do nosso concelho confunde-se inumeras vezes com a estoria do Sr Antonio Xavier de Lima que fez o competia em termos de interesses e iniciativa privada mas a CMS não fez o que competia para quem supostamente defende o interesse publico.

andre magalhaes disse...

Mais uma bandeira levantada pela CM do Seixal que afinal de contas não passa de mera propaganda. Faz-me lembrar um governo que anda por ai e que se tornou especialista nisso, secalhar são todos amigos uns dos outros......

Anónimo disse...

há quem ainda queira o seixal como uma quinta .

Filipe de Arede Nunes disse...

Para o anónimo supra.
Há que distinguir o urbanismo planeado com a total desorganização que existe com o Seixal, embora a minha terra fosse bem melhor com menos de metada da construção que existe, e se a existente tivesse mais qualidade.
A governação comunista teve oportunidade de fazer deste concelho um local bem diferente para melhor, mas não teve nem habilidade, nem capacidade e inteligência para o fazer. Preferiu ceder aos interesses doa privados - como disse o Daniel Geraldes - em face do interesse público, e o mais grave, é que continua hoje a ceder.
O Seixal é hoje, o mais populoso concelho da margem sul do tejo, e infelizmente dos mais desordenados.
A responsabilidade é exclusivamente da pessima governação comunista.

Ponto Verde disse...

Parabéns pela escolha e abordagem dos temas, é bom saber que há quem tenha do território outro entendimento que o caos urbanistico semeado pela CDU.

Filipa Gonçalves disse...

Mais uma vez a CMS presenteia-nos com mais uma pérola da sua falta organização. É claro que esta situação levanta suspeitas em relação à honestidade da aprovação das licenças, mas como somos todos serios vamos limitar esta conversa aos factos.
O concelho do Seixal tem crescido a olhos vistos e não há um dia que passe sem que nos um andaime ou um alvará de construção se cruze no nosso caminho e isto faz-nos pensar... estará a vir para o Seixal tanta gente como as casas que controem? será que o Seixal tem condições para receber essa mesma população? e os que já cá tinham chegado, como estão esses? este assunto, apesar de servir de propaganda politica da parte da CMS como um investimento nas condições de vida da própria população do Seixal, não deveria ser antes analisada na perspectiva de que será esse o investimento que a nossa população realmente precisa?

Cumprimentos,

Filipa Gonçalves