quinta-feira, novembro 01, 2007

PER no Seixal: A miragem!


De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2001 existiam no Concelho do Seixal cerca de 400 alojamentos de tipo não clássico – que englobam barracas, casas rudimentares de madeira, improvisados, móveis e outros – o que representava um aumento de mais de 135% face aos 169 alojamento deste género 10 anos antes.

Resultado do previsto no DL 163/93 de 7 de Maio – diploma que criou o PER (Programa Especial de Realojamento) – foram efectuados, nestes cerca de 15 anos, 270 realojamentos, aguardando ainda cerca de 430 famílias pela resolução da sua situação habitacional.

Recordamos a notícia de Abril de 2004 aqui e aproveitamos para perguntar se alguma coisa se alterou desde então…


3 comentários:

jose vinagre disse...

É os tristes números do Conselho do Seixal.

É importante a divulgação deste tipo de informação.

sergio azevedo disse...

Parabéns à JSD Seixal. É de longe a melhor J do distrito, e provavelmente uma das melhores do país.

Parabéns ao Miguel Martins,

Grande abraço,

Ponto Verde disse...

a-sul 28 de Maio de 2006:

Uma chamada de atenção para o desmontar da hipócrita politica de habitação social no Seixal no www.pinhalfrades.blogspot.com .
O tema de hoje poderá ser para muitos "politicamente incorrecto".

Os politicos que gerem decisões sobre habitação, continuam a utilizar a miséria alheia e determinadas opções culturais e carências orçamentais para continuar com uma politica de habitação social desadequada e desenquadrada.

Os cidadãos contribuintes, que pagam uma hipoteca ou uma renda questionam há muito a valia de determinada permissividade cultural , muitos questionam o porquê da razão porque, nomeadamente os imigrantes de Leste se integrarem tão bem na nossa sociedade, aprendem a língua, alugam ou compram casa como os Portugueses ... e outros não?

Outros optam por fazer de forma permissiva e preferencialmente em local bem visivel uma barraca - veja-se o que se passa junto ao nó do Fogueteiro - e esperar que o Estado paternalista... resolva o resto ! Se por vezes o cidadão envolvido tem de facto carências a vários níves, noutras será uma questão de prioridades de consumo ... basta olhar para a parabólica ou o carro estacionado à porta da barraca.

As autarquuias, essas, aproveitam o facto de existirem barracas para justificar abusivamente que é preciso mais construção NOVA! - como se hoje, com tanta habitação para reabilitar e para vender, fosse ainda verdade - para depois negociar permutas, protocolos ... alterar usos do solo... valorizar (alguns) terrenos de forma ad-hoc ... desrespeitando o bem comum, a sustentabilidade e até a integração desses mesmos "desfavorecidos" tratados como meras peças num xadrez de perfil mafioso como aqui já vimos (clique).

Depois há a manutenção desses Novos Bairros que depois é esquecida ou nunca feita.