quarta-feira, maio 27, 2009

Paio Pires, o renascer da Aldeia

A Aldeia de Paio Pires, tem, no últimos anos, andado adormecida pelas politicas do PCP, a politica do “deixa andar”. Digo isto porque, fazendo uma retrospectiva temporal desta vila, verificamos a mesma não tem evoluído, tem sim expandido em número de habitantes (constante aposta dos actuais responsáveis pelo pelouro autárquico), mas não se tem desenvolvido.


Vejamos, os actuais acessos à freguesia, são praticamente os mesmos, o desemprego tem aumentado (grande parte da população são ex-trabalhadores da Siderurgia Nacional), o comércio tem diminuído, a cultura não existe praticamente e a segurança também tem sofrido bastante.


Uma das “grandes” bandeiras do PCP para as próximas eleições é o projecto de requalificação dos terrenos da Siderurgia Nacional. Dizem os actuais detentores do pelouro que “..A reconversão dos 370 hectares da Siderurgia Nacional, em Paio Pires, irá dar um passo significativo de Ordenamento Urbano e Paisagístico, a concretizar…”.


Passaremos então a desmistificar este projecto. A actual zona onde ainda se encontra a laborar a Siderurgia Nacional/Lusosider é uma zona industrial, fortemente contaminada pelos impactos ambientais outrora cometidos, industria esta que foi uma referência metalúrgica em Portugal, no distrito e concelho (imagem esta recordada pelos ex-trabalhadores que ainda se encontrão sem qualquer apoio), mas que foi quase abandonada, fruto de factores económicos adversos e da falta de apoios do governo e câmara municipal (através da não promoção de incentivos fiscais para aumentar a competividade).


A actual proposta camarária promove, e à imagem do que tem feito nos últimos anos no concelho, mais urbanismo de habitação e serviços em detrimento da requalificação e reabilitação da industria no concelho. Portanto…Mais casas…quanto às acessibilidades ainda vamos ver o que acontece….a alternativa à EN10 com inicio em Corroios e que foi umas das promessas da actual autarquia ainda está para se fazer….


Assim, temos imediatamente duas situações. Primeiro: qual será a qualidade de vida das pessoas que habitarão ao “lado” da Siderurgia. Será que a poluição sonora e atmosférica, não irá incomodar estes residentes? E as as crianças dessa zona, será que poderão usufruir de zonas verdes? Segundo: Como disse o actual presidente da CMS, e passo a citar “..Temos de defender a indústria em Portugal.” ..Bom, assim não me parece, pois os promotores imobiliários irão utilizar a estratégia de venda daquelas casas que a industria irá brevemente sair dali…não estaremos a pressionar como este projecto o fecho da Siderurgia e consequente desemprego dos actuais funcionários? (actualmente isto acontece em outras autarquias do País, como por exemplo, em Matosinhos e na zona da actual Refinaria da Petrogal).


É tempo de dizer, basta. Existem alternativas e várias soluções. Temos de renascer a Aldeia de Paio Pires. Temos de promover a requalificação da Siderurgia, para esta se torne mais competitiva e ambientalmente mais segura. Temos de mobilizar os esforços para melhorar as condições de segurança da freguesia. Temos de apostar no planeamento urbanístico, para que se criem primeiro as alternativas viárias e depois se construam as habitações. Temos de apostar na cultura, de dar vida “a sério” ao espaço do actual cinema São Vicente.


Temos de apostar nas alternativas, porque elas existem, basta acreditar, basta votar.

9 comentários:

Anónimo disse...

Eu voto no joão! E tu?

Marlene Pires disse...

Aqui está uma pessoa que conhece verdadeiramente os problemas de fundo de Paio Pires, cujas soluções não passam por aqueles projectos da CMS, que presta vassalagem ao betão e à construção desenfreada a que se tem assistido no Seixal! É importante continuares a desmistificar! Bom post!

Filipe Farinha disse...

E pensava eu que conhecia Paio Pires! Um óptimo post, a demonstrar clareza de ideias de alguém com capacidade para as apresentar e, mais importante, com capacidade para as colocar em prática. Tenho a certeza de que a aldeia de Paio Pires ficará em boas mãos, ao contrário do que agora se verifica.

Anónimo disse...

Deve conhecer tão bem como o anterior candidato do PSD que nunca mais apareceu na Aldeia de Paio Pires após a tomada de posse.

Já lá vão uns anos e nunca mais voltou-

Daniel Geraldes disse...

João muitos parabens, a tua candidatura(vitória) vai mostrar que Paio Pires precisa muito mais do que um relvado sintectico para a prática de futebol. Força João.

Anónimo disse...

Já agora quem foi o ultimo candidato do PSD na Aldeia de Paio Pires? será que o PSD sabe?

Quais as propostas feitas pelo PSD nos ultimos anos na Assembleia de Freguesia?

Como votaram os orçamentos e a prestação de contas?

Quantas reuniões consagradas à oposição para apresentação de propostas participaram?

Henrique Silva disse...

Força J, com a vossa jovialidade, trabalho e dinamismo e com um candidato à Câmara forte, lutador e dinâmico e ainda jovem como o Paulo Cunha, estão criadas as condições para o sucesso no Seixal. Os seixalenses precisam de um lider com perfil ajustado aos tempos de mudança que vivemos. Precisam de um lider interventivo, e esse lider está encontrado. Força JSD! Força Paulo Cunha!

Anónimo disse...

Vou tentar dar uma ajuda em relação ás questões colocadas.

a 1ª como nem o PSD sabe tambem eu não sei não faço a minima ideia de quem foi o candidato do PSD que praticamente nunca meteu os pés na Aldeia de Paio Pires.

Votaram algumas vezes a favor noutras abstiveram-se nunca votaram contra qualquer orçamento ou aprovação de contas o que demonstra bem que nunca discordaram do caminho seguido pela Junta de Freguesia.

Quanto ás reuniões o PSD não particpou em uma única pois acham que a população da Aldeia de Paio Pires não merece esse empenho.

Anónimo disse...

Como residente em Paio Pires é com imenso desagrado que todos os dias vejo a Rua Deolinda Quartim abandonada, suja e cheia de detritos de obras dos prédios já construidos.

Ainda por cima como não existem limpezas da vegetação circundante houve um incendio ha dias mesmo ao lado das habitações.

Deixo um apelo a todos para aproveitarem este e outros espaços existentes para a criação de jardins ou áreas lúdicas para a população residente.