Seixal graffiti: contributo
Partindo de posições extremadas, as partes digladiam-se sobre esta temática, sendo certo que uns entendem que a iniciativa da Câmara Municipal do Seixal é um incentivo à marginalidade e que os graffiti não são uma forma de expressão cultural e artística mas apenas destruição do espaço público, outros defendem o graffiti como arte e a mais-valia que este certame local representa.
Ao contrário do que foi expresso neste blog pelo meu companheiro de partido Daniel Geraldes, eu entendo que o graffiti é uma forma de expressão cultural e existem verdadeiros artistas nesta área.
No entanto, isto não significa que eu goste ou aceite o graffite como arte suburbana na sua dimensão de destruição da propriedade privada ou pública. Não gosto e não aceito os graffiti nas fachadas dos edifícios; não gosto e não aceito os graffiti nos transportes públicos; não gosto e não aceito os graffiti fora de locais previamente especificados para o efeito.
Creio que a distinção tem de ser feita entre a arte e a destruição dos espaços privados e públicos. Devemos aceitar e fomentar a arte, mas penalizar e punir a destruição, porque efectivamente os graffiti em espaços privados e públicos não contribuem para a valorização de um património visual e estético que merece respeito e consideração.
Tema diferente é o da pintura de murais com mensagens políticas que são defendidas aqui. De acordo com a lei da propaganda é possível faze-lo em espaços reservados para o efeito, mas de maneira alguma podem ser em espaços privados. A JCP Seixal parece ter feito um mural nas paredes da antiga Fábrica de Lanifícios da Arrentela (se alguém souber, gostaria de saber quem é o proprietário) e terá sido impedida de continuar devido à presença das forças de segurança. Resta saber, se estavam ou não a cumprir a lei. Infelizmente, apenas a Câmara Municipal do Seixal pode responder a essa questão.





